A ex-presidente da República, #Dilma Rousseff (PT), vai ter que prestar depoimento no próximo dia 24 de março. Ela recebeu o comunicado em seu apartamento na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, por um oficial de Justiça do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Dilma foi intimada como testemunha de defesa a pedido do empreiteiro Marcelo Odebecht.

O depoimento que ela dará ao juiz Sergio Moro será por meio de videoconferência, ou seja, ela não precisará ir até Curitiba para depor. Além do ex-presidente da Odebrecht, outras pessoas também são réus nessa ação penal, como é o caso de Antônio Palocci, que já foi ministro da Casa Civil durante seu primeiro mandato, e o marqueteiro de campanha responsável pelas propagandas das duas eleições presidenciais vencidas democraticamente por Dilma, João Santana.

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Mais 12 acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) também são réus nesse caso.

Essa será a primeira vez que a ex-presidente será intimada a prestar depoimento na Operação #Lava Jato, que vem colocando muitos políticos corruptos atrás das grades, como é o caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Cabral, e também do ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-deputado federal, Eduardo Cunha. O nome de Dilma já foi citado 11 vezes em delações premiada feita por políticos que foram condenados e querem ser beneficiados por conta da delação.

O ex-senador Delcídio Amaral chegou a citar o nome de Dilma Rousseff em sua delação por mais de 72 vezes, enquanto o nome de Lula foi citado por mais de 180 vezes. Delcídio, que pediu desfiliação do PT, foi preso em novembro de 2015 acusado de tentar atrapalhar a Operação Lava Jato em um áudio feito pelo filho de Cerveró.

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Em sua defesa, Dilma disse que o ex-senador agiu por vingança e que suas informações nas delações não eram verídicas.

Enquanto isso, toda impressa aguarda o depoimento de Dilma Rousseff, mesmo que seja em defesa de #Marcelo Odebecht, que é dono da empreiteira com mais caso funcionários envolvidos em esquemas de corrupção investigados pela Lava Jato.