O clima entre Polícia Federal e Ministério Público, nem sempre é amigável. Muitas vezes, o acesso às investigações aumenta a "tensão" entre ambos os lados, elevando o "clima" de divergências entre duas das instituições mais responsáveis pelas investigações, em relação a escândalos de corrupção, que acarretaram rombos de quantias volumosas de dinheiro público, fruto de distribuição de propinas e corrupção.

Atualmente, a #Polícia Federal e a Procuradoria da República, trabalham conjuntamente com o propósito de solucionar graves casos de corrupção que ocasionaram prejuízos imensos ao erário público. A Operação Lava-Jato é uma dos principais exemplos da proximidade entre as duas instituições de investigação, já que trata-se da maior operação de combate à corrupção, em curso, atualmente no Brasil.

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A força-tarefa é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir das dependências da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná. Entretanto, a relação extremamente delicada entre Ministério Público e Polícia Federal, também pode resultar em algo que deva ser resolvido na Justiça.

Dados sigilosos

A Procuradoria-Geral da República tenta, através da Justiça, ter acesso a todos os relatórios de inteligência que foram produzidos pela Polícia Federal. Os procuradores querem cópias de todos esses documentos que encontram-se atualmente, sob sigilo. Com o intuito de se lograr o acesso a esses documentos, a Procuradoria afirma que o controle externo das atividades policiais, através do Ministério Público, é algo que está previsto na Constituição brasileira, na forma de lei complementar.

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Porém, em completa discordância do Ministério Público, a Polícia Federal ressalta, através da Advocacia Geral da União (AGU), que os relatórios de inteligência produzidos ao longo das investigações não se incluem na atividade policial, de modo que não seriam fiscalizados pelo Ministério Público, já que, os relatórios estariam relacionados com o sistema brasileiro de inteligência, do qual a Polícia Federal faz parte. Até o presente momento, tribunais superiores têm dado razão à Polícia Federal. Os recursos do Ministério Público não foram acolhidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o caso tende a parar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Como exemplo, está a decisão do ministro do STJ, Gurgel de Faria, que proferiu favoravelmente às argumentações da PF e da AGU, ressaltando que cabe tão somente ao Ministério Público, ter "acesso aos relatórios de inteligência que foram emitidos pela Polícia Federal, que sejam de natureza persecutório-penal, ou seja, que somente guardem relação com a atividade da investigação criminal", proferiu o magistrado. #Segurança #Lava Jato