Depois de depor por 3 horas diante do juiz #Sergio Moro, na Justiça Federal em Curitiba (PR), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) pode ler uma carta onde afirma que tem uma doença parecida com a que levou à morte a ex-primeira-dama Marisa Letícia, aneurisma (dilatação anormal de um vaso sanguíneo). Segundo ele, por esse motivo, não teria condições de se tratar na prisão onde se encontra preso.

Até então, o ex-deputado federal #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) havia optado pelo silêncio como estratégia de defesa. Oficialmente, ele não deu qualquer sinal à Polícia Federal e Ministério Público Federal de que quer colaborar com as investigações por meio de delação premiada.

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Embora, após ser preso, contratou o criminalista Marlus Arns, que é responsável por inúmeras delações da #Lava Jato.

Preso desde outubro, o deputado cassado responde a uma ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele é acusado por receber propinas de caixa dois ao fazer um negócio da Petrobras na África.

Quando as investigações chegaram as suas contas na Suíça, em outubro de 2015, foi identificado mais de US$ 800 mil (R$ 2,5 milhões) em gastos com cartões de credito internacionais. Se o aneurisma cerebral for confirmado, os médicos do Complexo Médico-Penal passarão a adotar medidas necessárias "para a prevenção de qualquer evento mais grave", disse Luiz Alberto Cartaxo, diretor do Departamento Penitenciário (Depen) do Paraná.

Esta semana o ex-deputado passará por exames onde será averiguado se ele realmente tem ou não a mesma doença que tinha a ex-primeira-dama, que faleceu na semana passada.

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O aneurisma cerebral, conforme o diretor do Depen, não tinha sido constatado nos exames iniciais, nem pela equipe médica da unidade penal. "Este caso será submetido amanhã pela manhã (esta quarta-feira, 8) a um exame específico para constatação", afirmou Cartaxo.

A delação de Eduardo Cunha é muito temida por parlamentares, que poderiam ser envolvidos na Lava Jato. A delação premiada de ex-executivos da construtora Odebrecht já envolveu vários políticos, muitos deles que ocupam cargos no Congresso Nacional e no governo federal.