O ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha, alegou que sofria da mesma doença da ex-primeira-dama Marisa Letícia, aneurisma. Luiz Alberto Cartaxo de Moura, diretor da penitenciaria que Cunha está, disse que o mesmo se negou a passar por procedimentos para averiguar se é verdade a doença que alega.

Eduardo Cunha relatou tudo em sua audiência para o juiz encarregado pelo seu caso de envolvimento na operação #Lava Jato, nesta terça-feira, 07 de fevereiro de 2017. Segundo as autoridades policiais que cuidam do ex-presidente da câmara dos deputados, o mesmo já se negou a fazer os exames pela segunda vez. Por esse impedimento que Eduardo está causando, o diretor da penitenciária comentou que Cunha sofrerá uma punição leve.

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Advogados que defendem o caso dizem não saber da existência do pedido desses exames, muito menos dele ter se recusado a fazê-los.

O diretor do presídio do estado do Paraná ainda relatou sobre o aneurisma alegado por Cunha na audiência da manhã de 07 de fevereiro. Ele contou que foram chamados alguns médicos para realizarem os devidos exames para a comprovação ou não do alegado por ele, mas o mesmo se negou à realização desses exames por duas vezes e que deixa claro que os médicos estão de testemunha sobre isso. Essa negação da realização dos exames médicos nos termos da lei de execução penal constitui infração leve, e com isso o diretor ressaltou mas uma vez que será aplicada ao acusado.

Nesta terça-feira, o ex-presidente da Câmara dos Deputados foi interrogado pelo juiz Sérgio Moro por algumas horas, momento na qual o acusado revelou o problema de saúde.

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Nesta quarta-feira, os advogados fizeram o pedido aos familiares dos exames que possam comprovar o que ele alegou à Justiça, pois caso contrário, ele infringirá a lei com falso testemunho. Atualmente, Cunha está detido desde o dia 19 de outubro de 2016, sendo que o mesmo foi acusado de estar envolvido no esquema da Lava Jato, envolvendo desvio de dinheiro da Petrobras e de colocar as altas quantias em bancos na Suíça. Ele foi mandado para o complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, no estado do Paraná. #Política