Com a confirmação da eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ), já no primeiro turno na disputa para presidente da Câmara dos Deputados, na última quinta-feira (2), o titulo que recaia sobre ele de presidente tampão já não existe mais. Maia havia sido eleito em setembro de 2016 para ocupar a vaga deixada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado do seu mandato de deputado pelo ex-ministro do STF, Teori Zavascki.

Nunca houve uma proximidade entre Maia e Cunha, todavia, também nunca foram rivais diretos, como Eduardo era do deputado Júlio Delgado, por exemplo, por quem nutria um ódio mútuo. Após seu afastamento e posterior prisão, Eduardo Cunha decidiu que iria trabalhar contra os interesses do governo por ter se sentido "esquecido" quando foi encaminhado ao presídio da Polícia Federal em Curitiba.

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Cunha, mesmo preso, articulou com aliados para tentar impugnar a candidatura de Rodrigo Maia, indicando argumentos e maneiras para que seus aliados entrassem na Justiça tentando impedir que o até então presidente da Câmara tentasse a reeleição.

Com a vitória de Maia no primeiro turno, e o enfraquecimento do Centrão, grupo que era liderado por Eduardo Cunha, o peemedebista agora não passa de uma má lembrança nos trabalhos da Câmara dos Deputados. #Dentro da política