Eduardo Suplicy, vereador eleito em São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), está conversando nessa manhã de sexta-feira (17) com o juiz federal Sérgio Moro, responsável por conduzir as investigações da Operação Lava Jato. Suplicy é testemunha de uma ação que envolve o ex-ministro Antonio #Palocci.

A conversa será realizada por videoconferência. Logo quando chegou ao Fórum Ministro Jarbas Nobre, em São Paulo, o vereador opinou e dizendo que Palocci é uma pessoa "séria e correta" e afirmou não saber de nenhuma ocorrência negativa da parte do ex-ministro, como ação de improbidade administrativa ou uso de dinheiro público para enriquecimento.

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Além de Suplicy, Sérgio Moro também irá ouvir o ex-conselheiro da Petrobras, Fábio Barbosa; o funcionário de Palocci que trabalhou no gabinete quando era ministro da Fazenda, Murillo Portugain; e o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Antonio Palocci e corrupção

Desde o dia 26 de setembro de 2016 o petista está preso por acusações de crimes de #Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele foi ministro da Fazenda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Casa-Civil no governo de Dilma Rousseff, está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Paraná.

O Ministério Público Federal (MPF), aponta que Palloci interferiu em decisões entre o o governo e a Odebrecht, enquanto estava assumindo a vaga de ministro. Entre 2006 e 2013 ele recebeu propina da empreiteira para interferir em decisões beneficiando a Odebrecht.

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Palocci também é apontado de ter participado de conversas sobre a compra de um terreno que serviu como sede para o Instituto Lula.

A planilha da Odebrecht, descoberta por policiais federais, o nome "italiano" seria em referência a Palocci. A planilha mostra os valores de propina que seriam pagos para políticos. A mesma ação que prendeu Palocci também bloqueou bens de vários políticos, empresários e executivos, a maioria das acusação são de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre os citados, estão Renato Duque, João Santana, Mônica Moura, João Vaccari Neto e Marcelo Odebrecht. #EduardoSuplicy