O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação Lava Jato, comentou sobre a repercussão na mídia quando afirmou que o deputado cassado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentou intimidar o presidente da República, Michel Temer, em depoimento.

Moro afirma que não capitula com nenhuma espécie de "pressão política" e avalia que iria ser uma "traição ao legado" caso Cunha fosse colocado em liberdade, indo contra as decisões do falecido ministro Teori Zavascki. Moro também evidencia que anular a prisão de Cunha seria o mesmo que mostrar que o juiz estaria sofrendo algumas pressões por ter afirmado que Cunha intimidou ou "deu o recado" para Temer.

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Sérgio Moro apresentou fatos que mostram que Cunha tentou intimidar Temer no depoimento, o juiz explicou que a afirmação se deve a algumas perguntas que a defesa do acusado fez a Temer, citando o Sr. José Yunes, perguntando qual a relação de Yunes com #Michel Temer; se o presidente da República recebeu dinheiro para as campanhas eleitorais de Temer ou do PMDB e também se as contribuições que foram destinas eram oficiais ou ilegais perante a Justiça.

Sr. José Yunes é considerado "homem de confiança" de Michel Temer, mas ele teve seu nome citado em delações da empreiteira Odebrecht. Moro explica que o caso não tinha relação com o processo que estava em curso e as perguntas destinadas a Temer seriam uma demonstração de "chantagem, ameaças ou recados" buscando que Temer fizesse uma intervenção na Lava Jato, de certa forma a favor do deputado cassado.

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Sérgio Moro é enfático ao dizer que os questionamentos "não têm a mínima relação com o objeto da ação penal".

Acusações

O deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é acusado de ter recebido cerca de R$ 5 milhões em propinas em decorrência de um contrato da Petrobras. Cunha tenta a liberdade e teria admitido a Moro que sofre de aneurisma cerebral (mesmo problema que levou à morte a ex-primeira dama, Marisa Letícia). O ex-deputado está preso desde o dia 19 de outubro de 2016, por ordem do juiz Sérgio Moro. #SérgioMoro