O procurador da República, membro integrante da Operação Lava-Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, participou de evento nesta quinta-feira (09), na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. Carlos Fernando discorreu sobre vários temas, inclusive, sobre a prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que encontra-se preso nas dependências do Complexo-Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. Carlos Fernando foi questionado a respeito do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido de liberdade solicitado pela defesa do ex-deputado carioca. O procurador acredita que a mai alta Corte do país, irá manter as prisões determinadas em primeira instância pela força-tarefa da Lava-Jato.

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A Operação Lava-Jato é considerada a maior em curso atualmente no Brasil e é comandada em primeiro grau, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná.

Procurador rebate as críticas de Gilmar Mendes

Carlos Fernando dos Santos Lima rebateu enfaticamente as críticas proferidas pelo ministro do Supremo, Gilmar Mendes. De acordo com Mendes, "deve-se ter um encontro do Supremo para discutir sobre as prisões alongadas que se determinam em Curitiba, já que deve-se observar a jurisprudência que foi desenvolvida ao longo de todos esses anos", disse o magistrado, em alusão às determinações de prisão determinadas pelo juiz Sérgio Moro, em primeira instância. As palavras de Mendes não soaram bem ao procurador do Ministério Público e Carlos Fernando respondeu, de modo contundente: "as prisões na Lava-Jato, são consideradas raras, por que o juiz Sérgio Moro é muito eficiente, e nesse sentido, nós temos tido muitas condenações", ressaltou o procurador da República, integrante da Lava-Jato.

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Já em relação aos acordos de colaboração premiada firmados pela empreiteira Odebrecht e a força-tarefa do Ministério Público e Lava-Jato, Carlos Fernando afirmou que é totalmente favorável ao levantamento do sigilo de todas as delações, já que poderia prevenir vazamentos e acusações ao Ministério Público. Ele concluiu que "seja melhor, talvez, que o sigilo fosse mesmo levantado, assim todos nós saberíamos o que foi revelado", disse. Carlos Fernando ressaltou que muitas vezes, membros do Ministério Publico são acusados de forma injusta. Em relação à Lava-Jato, o procurador afirmou que o "método de investigação" da força-tarefa, deveria se espalhar por todo o país, para outras estatais e estados brasileiros, além do esquema de #Corrupção da Petrobras, já que há ainda pouco a ser descoberto sobre o "Petrolão". #STF #Lava Jato