O estagiário Ademaro Moreira, morador de São Carlos, interior de São Paulo, viu que as coisas para o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva não estão tão boas e decidiu tentar ajudá-lo. Ademaro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que fosse dado ao ex-presidente um habeas corpus preventivo. A intenção do morador de São Carlos é evitar que Lula seja preso pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Ademaro é estudante de Direito, mas não tem nenhum contato com a defesa do ex-presidente.

A presidente do STF, Cármen Lúcia, negou o pedido feito pelo estagiário. Ela disse que não cabe à Suprema Corte julgar decisões de juízes federais.

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Com esse argumento, ela nem perdeu tempo em analisar o pedido feito pelo estudante. Além disso, ela ressaltou que o pedido dele é "confuso" e encaminhou a petição para o Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4). É nesse Tribunal, com sede em Porto Alegre, que são encaminhados recursos contra o juiz Sérgio Moro.

"Clamor Social"

O estagiário disse que o ex-presidente Lula está sendo vítima de Moro. Ele afirmou que o juiz está abusando do poder e cometendo atos ilegais. De acordo com Ademaro, uma eventual prisão do petista, pode causar um grande "clamor social", igual ocorreu com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954. "Lula não quer atrapalhar as investigações, portanto, sua prisão é desnecessária", critica o rapaz.

Ele comentou que existem vários juízes tentando denunciar o petista, mas ninguém consegue provar nada.

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"Hoje existe um caos no Poder Judiciário", diz o estudante.

Discussão

Nesta segunda-feira (130, a defesa do ex-presidente voltou a discutir e tentar atrapalhar um depoimento que estava sendo ouvido por Sérgio Moro. Moro colhia informações do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e foi interrompido pelos advogados.

Os advogados alegaram que o juiz fazia muitas perguntas e tentava confundir o depoente. Eles chegaram a chamar Moro de "inquisidor". O Juiz rebateu dizendo que quem fazia as perguntas era ele e que todos deveriam respeitar. #SérgioMoro #Justiça