Um dos ministros cogitados pelo presidente da República, Michel Temer, a assumir a vaga do falecido Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (#STF), é o ministro da #Justiça, Alexandre de Moraes. A vaga do STF dá poder para o ministro revisar processos da operação Lava Jato no Supremo. Mas o que poucos sabem, é que Alexandre de Moraes é o ex-advogado do deputado cassado, #Eduardo Cunha, que atualmente se encontra preso por determinação do juiz federal, Sérgio Moro.

Alexandre de Moraes está como um dos "finalistas" para assumir a tão importante vaga no STF, quem também está na "disputa" é o ministro Ives Gandra Filho, Bruno Dantas do Tribunal de Constas da União, Mauro Campbel e João Otavio Noronha do Superior Tribunal de Justiça (STF).

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Talvez, nesta segunda feira (06), o STF já terá seu novo ministro.

Eduardo Cunha foi preso em uma das fases da operação Lava Jato, suas acusações são de corrupção, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, formação de quadrinha, dentre outras. Se o ministro da Justiça for para o STF, Cunha terá seu ex-advogado como revisor de seus processos no Supremo. Um documento de 2013, mostra Alexandre de Moraes defendendo Cunha por "suposta prática de documentos falsos".

Conversa com Sérgio Moro

Eduardo Cunha prestará depoimento para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, nesta segunda-feira (06). O deputado cassado teve prisão decretada em outubro do ano passado, ele aguarda seu julgamento no Complexo Médico Penal, em Pinhais, Paraná.

Cunha é acusado de se envolver em um contrato fraudulento da Petrobrás, no qual a empresa comprou direitos para participar da exploração de petróleo em Benin, África.

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O Ministério Público Federal (MPF) investiga o recebimento de US$ 1,5 milhões em propina para o ex-deputado. O depoimento com Moro está marcado para as 15 horas.

Procuradores da República afirmam que o cargo de presidente da Câmara dos Deputados serviu para Cunha "esconder" suas ações ilícitas, conseguindo vantagens em vários esquemas de corrupção.