O jornalista, cientista político e ex-secretário da ex-presidente #Dilma Rousseff, Rodrigo de Almeida, fez revelações surpreendentes no livro de Luciano Trigo, jornalista do G1, "À Sombra do Poder". Segundo Rodrigo, que foi também assessor de imprensa do Ministério da Fazenda, a sua equipe teve a obrigação de espalhar mentiras sobre Michel #Temer, a fim de amedrontar a população e virar a opinião popular contra o peemedebista.

Rodrigo de Almeida exerceu o cargo de assessor do Ministério da Fazendo entre abril de 2015 e maio de 2016, época em que pôde acompanhar, "de camarote", o processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff (#PT) do poder e colocou Michel Temer (PMDB), desde então, presidente.

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Já Luciano Trigo, embora não esconda seu apoio à Dilma e seu governo, não a exime de culpa no que ele declarou ter sido a "crise" que resultou no impeachment da mesma. Conforme o subtítulo do livro, "Bastidores da crise que derrubou Dilma Rousseff", ele comenta casos que não vieram a público até então.

Uma destas declarações fala sobre as intenções de aterrorizar a população quanto ao resultado do impeachment. Segundo Rodrigo, sua equipe teve a obrigação de espalhar falsas notícias que diziam que, com a saída de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores do poder, o povo perderia seu direito a programas sociais, como o Bolsa Família. Passados meses da tomada de Michel Temer da presidência, vemos que nem o Bolsa Família nem outros programas sociais foram afetados. Ao contrário, o Bolsa Família teve um reajuste, aumentando o seu valor.

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A relação entre os governos petistas e programas sociais é feita há algum tempo. Sabe-se que, durante as eleições de 2014, onde Dilma Rousseff foi a segundo turno com Aécio Neves, do PSDB, vários beneficiários do Bolsa Família receberam mensagens SMS alertando, falsamente, que caso votassem na oposição, perderiam seus direitos a programas como o Pronatec. À época, o próprio PR negou envolvimento com as ameaças. Agora, o ex-assessor fala claramente que sua equipe foi obrigada a envolver-se com as mais diversas notícias falsas e tentativas de garantir a presença de Dilma no poder, o que incluiu, também, alteração de páginas da Wikipedia sobre a oposição e telefonemas a beneficiários de programas sociais.