Devido à reprovação do governo de Luiz Fernando Pezão, familiares de Policiais Militares almejam bloquear batalhões na região central da Baixada Fluminense, tendo como finalidade organizar um movimento parecido com o que aconteceu no Espírito Santo. Sabe-se que o evento ocorrerá nesta sexta-feira (10), pela manhã.

Durante uma manifestação de servidores públicos que ocorreu em frente à Alerj (Assembleia do Estado do Rio de Janeiro), 30 PMs avisaram para jornalistas do UOL que haverá manifestação em favor dos Policiais Militares no Rio de Janeiro.

De acordo com o relato de um dos policiais, não existe boatos com relação ao que foi exposto, os policiais pretendem ir para os batalhões, entretanto, se os familiares tentarem impedi-los de sair às ruas, não pretendem passar por cima; ainda disse que respeitará os familiares, pois não haverá como intervir.

Publicidade
Publicidade

Segurando um cartaz que diz: "Juntos somos fortes", o grupo optou por engajar-se no protesto que busca forçar deputados a não venderem ao Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto).

Segundo outro policial, eles tem temor de que a cidade fique igual ao Espírito Santo, que está em caos devido à greve dos PMs, mas querem que a população observe o ato, pois policiais são mortos diariamente.

Dentre as reclamações consta que os salários estão atrasados, os PMs trabalham em uma carga de horário com pouca possibilidade de descanso e, além disso, reclamam que não há equipamentos suficientes, também estão sem receber adicional de insalubridade.

Conforme afirmação de outro profissional da segurança, o RAS (Regime Adicional de Serviço) referente ao trabalho realizado nos Jogos Olímpicos, não foi pago. "Trabalhamos de graça nas Olimpíadas.

Publicidade

O governo federal fez o repasse para o Estado nos pagar o RAS e não recebemos. Também não recebemos o RAS de julho. Fomos obrigados a trabalhar e não recebemos", afirmou o PM.

Os policiais militares ainda afirmam que não buscam aumento salarial, o que buscam é que seus direitos sejam resguardados e respeitados, pois estão sem receber o 13º e o salário referente ao mês de janeiro deste ano #rj #Casos de polícia