O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (#FHC) esteve nesta quinta-feira (2), ao lado de um adversário político histórico, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi até ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após saber que o quadro de saúde da esposa do líder do Partido dos Trabalhadores (PT), Dona Marisa Letícia, era irreversível. De acordo com o UOL, ela teve a morte cerebral confirmada. O abraço aconteceu nove anos depois de FHC perder sua esposa, Ruth Cardoso, e #Lula ir ao velório. Na ocasião, o petista fez questão de dar um abraço carinhoso em FHC. Segundo Cardoso, nesse momento de dor, é hora de levar o carinho e não o ódio.

Ódio de médicos

O ódio, aliás, foi algo que pairou nas redes sociais.

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Muita gente até fez piada com a morte cerebral de Marisa Letícia. Segundo o jornal 'O Globo', médicos, através de um grupo no WhatsApp, chegaram a revelar, sem permissão da família Lula da Silva, o diagnóstico da ex-primeira dama do Brasil. "E agora ela abraça o capeta", chegou a dizer um deles. No fim da noite, através de uma nota, o Hospital Sírio-Libanês, onde a esposa de Lula está internada desde o dia 24, confirmou a demissão de uma de suas médicas. Ela é uma das pessoas que aparece no grupo e teria vazado o diagnóstico da paciente.

Presenças políticas

Além de Fernando Henrique Cardoso, estiveram no Sírio-Libanês outros líderes políticos. Um deles é o ex-Ministro das Relações Exteriores, Celso Figueiredo. Em 2008, quando Ruth Cardoso faleceu, Lula, que ainda era presidente, decretou luto em todo o território nacional por três dias.

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Ruth faleceu aos setenta e sete anos. Ela tinha problemas cardíacos.

Fotos dos dois políticos juntos nos dois momentos difíceis da vida mexeram com os internautas. Muitos se disseram comovidos com a cena. Alguns, inclusive, correlacionaram os lados tão dispares. De um lado, gente semeando o ódio, por conta da política, e do outro, dois grandes líderes, de posições diferentes, mostrando que a humanidade e o respeito devem ser maior do que qualquer tipo de convicção ideológica.

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