O jornal Folha de São Paulo publicou nesse fim de semana uma ampla reportagem sobre o caso que envolveu a extorsão de um hacker contra a primeira-dama Marcela Temer. Segundo a Folha, o criminoso chantageava a família do presidente da república dizendo que teria um áudio capaz de jogar o nome de Michel Temer "na lama". A extorsão aconteceu em abril do ano passado, quando o peemedebista estava no olho do furacão, graças ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).

O hacker foi identificado como Silvonei de Jesus Souza. O bandido clonou o celular da primeira-dama e conseguiu roubar uma conversa dela com o irmão, Karlo Augusto Araújo.

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Além disso, tudo que estava no aparelho telefônico foi roubado, como fotos e e-mails. Até mesmo uma foto de Marcela usando roupas mais sensuais teriam sido adquiridas, como noticiou a imprensa na época. A VEJA chegou a publicar que algumas dessas fotos seriam de Marcela usando apenas lingerie e teriam sido enviadas por ela ao marido, em um momento de intimidade entre os dois.

Ainda segundo a reportagem da Folha, o criminoso diz que o áudio entre Marcela e o irmão a revelaria falando sobre a ação de um suposto marqueteiro no ambiente político e que teria relação com Temer. Silvonei de Jesus diz que a conversa da primeira dama com Karlo Augusto seria capaz de destruir o nome do presidente. Por isso, pediu uma alta quantia em troca do arquivo, R$ 300 mil. Essa não é a primeira vez que a primeira dama é chantageada pelo mesmo hacker.

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Na primeira oportunidade, ela pagou a quantia solicitada por ele, talvez acreditando que pudesse se livrar do tormento provocado pelo criminoso da internet.

De acordo com a Folha de São Paulo, o marqueteiro citado pelo hacker na chantagem seria Arlon Viana, atual assessor do presidente. O chantageador de Marcela acabou sendo preso após uma apuração do candidato ao cargo de Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Em outubro do ano passado, Silvonei foi condenado a mais de cinco anos de prisão. Ele está preso em Tremembé, no estado de São Paulo. #Michel Temer