Em abril de 2015, um hacker invadiu o celular da primeira-dama Marcela Temer e ameaçou abalar as estruturas do Brasil ao jogar o nome de #Michel Temer "na lama" baseado em um áudio que conseguiu extrair da ação criminosa. O #hacker é Silvonei de Jesus Souza e áudio da ameaça trata-se de uma conversa entre Marcela Temer e o irmão, Karlo Augusto Araújo, no WhatsApp.

Silvonei escreveu à primeira-dama pedindo R$300 mil para não divulgar o conteúdo. Ele ainda afirma que Marcela disse no áudio que Temer tem um "marqueteiro" que faz o papel sujo. O marqueteiro seria Arlon Viana, assessor de Temer, e o hacker tentou explorar isso para extorquir dinheiro da família.

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Marcela chegou a dialogar em mensagem com o hacker dizendo que tratava-se de montagem, mas o hacker insistiu na extorsão e que o áudio era claro. Ele ainda afirmava que jornalistas tinham oferecido R$100 mil para o material, mas ele esperava mais das vítimas.

O hacker foi preso e condenado a 5 anos e 10 meses de prisão por estelionato e extorsão. Cumpre a pena em Tremembé (SP).

O episódio a época foi amplamente noticiado como extorsão em troca da não publicação de fotos de família. Mas, na verdade, toda a investigação baseou-se no áudio que foi fruto da ameaça do hacker.

Macela disse que a conversa era pessoal com seu irmão de coisas do dia a dia de Paulínia (SP) ,onde estudou e viveu sua infância. Seu irmão, que se preparava para entrar na #Política, desistiu após o episódio.

Investigação

A investigação foi comandada pelo atual ministro da Justiça afastado Alexandre de Moraes (indicado a vaga de ministro do STF – Supremo Tribunal Federal) e contou com cinco delegados, 25 investigadores e três peritos da cidade de São Paulo.

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No processo, os nomes do presidente, primeira-dama e seu irmão foram trocados respectivamente por "Tango", "Mike" e "IGlo".

Fora de Contexto

O jornal Folha de S. Paulo ouviu a Assessoria da Presidência, que afirmou que a expressão "jogar na lama" o nome do atual presidente estava fora de contexto e que só foi usada para amplificar o poder da extorsão e chantagem. Em nota, a assessoria afirma também que Marcela não falará mais sobre o caso e cita a Lei Carolina Dieckmann, que garante o direito a privacidade digital e garante punição para violação desse direito.