Ao que tudo indica, o Brasil é um estado laico, ou sem a participação direta de qualquer que seja a #Religião nos assuntos prioritários da nação, somente no papel ou, melhor dizendo, somente na Constituição Federal, conforme muitos representantes de vários segmentos da sociedade insistem em criticar. Seja no Senado, na Câmara e em diversas outras instituições do Governo, os líderes evangélicos se fazem presentes em peso, inclusive existe, por exemplo, a tão comentada estrutura da “bancada evangélica”, cuja grande maioria dos parlamentares apoiou diretamente o impeachment de Dilma Rousseff, aliando-se à oposição que na época fez com que Michel Temer assumisse o poder no Planalto Central.

Dentre tantos exemplos referentes às articulações dos políticos religiosos, principalmente evangélicos, o mais novo caso é protagonizado agora pelo deputado Márcio Marinho, filiado ao PRB-BA e também pastor da Igreja Universal, que se encontra licenciado, o qual, como é do conhecimento no meio político em geral, deverá comandar a influente estrutura da Secom – Secretaria de Comunicação, o que não passa de uma negociação prometida, que antecedeu a campanha de Rodrigo Maia do DEM-RJ para ser tornar novamente o presidente oficial da Câmara dos Deputados em Brasília.

Obviamente os deputados elegeram prioridades nesse jogo de xeque-mate político e esperavam, como já mencionado, que Maia assumisse de uma vez por todas a presidência da Câmara, para só assim poderem iniciar as suas atividades febris do famoso “toma lá da cá” em relação aos representantes a serem indicados e escolhidos para as posições chaves das áreas de setores e comissões.

Esse tipo de comportamento sob a forma de barganha é mais uma herança, no mínimo questionável, do emblemático e controverso #Eduardo Cunha do PMDB-RJ e que anteriormente foi o presidente dessa mesma Câmara, mas hoje está detido pela Polícia Federal no Paraná. Cunha manobrou de tal forma a situação na época, que desde então todo o setor de comunicação da Câmara e a Secom são conduzidas por um deputado.

É nesse jogo político que Márcio Marinho é o principal concorrente para ganhar o “prêmio” da Secom. O deputado baiano é pastor da igreja de Edir Macedo, o que por si só dispensa comentários e ainda é teleapresentador dos programas "Balanço Geral" e "Patrulha do Consumidor", da Rede Record, que coincidentemente é mais uma das inúmeras empresas de Macedo.

A pergunta que fica no ar é: quando estas pessoas arrumam tempo para governar em benefício da nação? Pois no caso, a indicação de Márcio Marinho para liderar a Secom (Secretaria que tem 500 colaboradores e mais canais de TV, rádios e portais de internet) é praticamente dada como certa, sendo resultado de um acordo alinhavado entre Rodrigo Maia e o PRB. #Impeachment