Em coluna do jornal digital #Brasil 247, o assessor da liderança do PT no Senado, Marcelo Zero, fez uma crítica ao deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), usando como base os recentes resultados da pesquisa eleitoral. A pesquisa, que foi feita pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) há poucos dias, revelou que se as eleições presidenciais fossem nos dias atuais, o ex-presidente petista Luiz Inácio #Lula da Silva venceria com mais de 30% dos votos, tendo #bolsonaro e Marina Silva em segundo lugar, empatados.

Na pesquisa espontânea, Lula se manteve no primeiro lugar, mas com Bolsonaro em segundo lugar e Aécio Neves em terceiro.

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Comentando sobre os resultados da pesquisa e o possível cenário que a política se encontrará nas eleições de 2018, Marcelo Zero descreveu Jair Bolsonaro como um "sujeito claramente fascista, que não tem o menor apreço pela democracia e suas instituições".

O autor ainda considerou que outros candidatos mencionados na pesquisa, como Aécio Neves e Marina Silva, são também de direita e foram "ofuscados" pelo que ele descreveu como uma figura "lamentável", que reúne o pior da direita mais reacionária e autoritária. Segundo o assessor, essa situação é algo que seria inimaginável até pouco tempo atrás e tem fácil justificativa.

Ele julgou o crescimento do apoio a Bolsonaro como o que o mesmo chamou de uma "obsessão irracional" de tirar o Partido dos Trabalhadores do poder de qualquer forma, e que isso teria aberto uma caixa de Pandora, que libertou e permitiu o "florescimento do fascismo" no cenário político brasileiro.

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De forma resumida, Zero explicou que, da forma como vê, o grande interesse dos brasileiros em afastar-se das práticas de esquerda e sua aversão à governos como o PT levou a outro extremo, o da defesa dos ideais de extrema-direita.

O assessor disse que, decorrente disto, o Brasil terá um Trump "bem piorado", em referência ao atual presidente americano, que têm recebido críticas ao redor do mundo pelas suas ideias nacionalistas. A crítica termina com a proposta de que Lula seja a "única esperança democrática" e garantiu que, com o governo Temer e o crescimento do apoio a candidatos conservadores como Bolsonaro, o Brasil precisará de Lula antes de 2018, onde supôs que o candidato venceria, uma vez que os brasileiros sentem sua falta.

Diante da dicotomia entre Lula e Bolsonaro, que foram postos como, respectivamente, um candidato necessário ao país e representante da democracia e outro que representa o extremo oposto, com atitudes autoritárias e "fascistas", a reação do público na sessão de comentários do site do Brasil 247 foi de crítica ao autor.

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Muitos julgaram que a definição de fascismo não apenas diverge da ideologia de Jair Bolsonaro, como também acharam que a coluna soava "fanática" e com pouco apego à realidade.

Muitos disseram ainda que, se a dualidade fosse tal como descrita no título "Lula ou fascismo", preferiam votar por fascismo do que declarar qualquer tipo de apoio ao candidato petista. Um grande número de críticas também mencionava que, por definição, o fascismo como um regime se aproximaria mais do ideal comunista do que das ideias do candidato do PSC, invalidando a comparação feita por Zero.