No início da madrugada desse domingo (aproximadamente 21h de sábado, na Venezuela), o Sindicato Nacional de Trabajadores de la Prensa (SNTP), informou que os jornalistas brasileiros, Gilson Souza e Leandro Stoliar, foram liberados, após passarem quase 12 horas detidos, por investigar a #Odebrecht, e retornarão ao Brasil nas próximas horas.

O governo decidiu expulsá-los do país, pois achou uma afronta que os profissionais de imprensa investigassem as obras inconclusas da Odebrecht na Venezuela, sendo que Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, disse que o país de Nicolás Maduro foi o que mais recebeu dinheiro, depois do Brasil, com o total de R$98 milhões entre 2006 e 2015.

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O governo apreendeu os celulares pessoais dos jornalistas, bem como os equipamentos de filmagem da TV Record e as imagens feitas no decorrer da reportagem investigativa. Veja o comunicado da SNTP:

Os jornalistas foram escoltados até o hotel onde estão hospedados para pegarem seus pertences e retornarem ao Brasil. A liberação dos profissionais da #Record, bem como de um comunicador venezuelano e de uma ativista da ONG Transparência Venezuela, só foi obtida após muita conversa de advogados do Comitê de Direitos Humanos do estado de Zulia, com os representantes da inteligência venezuelana. O Itamaraty e o Consulado do Brasil também intermediaram na liberação dos brasileiros.

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O Sebin – Serviço de Inteligência do governo venezuelano, deverá responder pela detenção ilegal de quatro pessoas e equipamentos diversos. A informação também foi divulgada pela SNTP, que citou o ministério Público da Venezuela e a Defensoria Pública, em seu comunicado oficial.

A Odebrecht também é investigada na Venezuela e o MP do país pediu ao Ministério Público do Brasil, a prisão de um investigado que não teve o nome divulgado para a imprensa, bem como alguns dados das investigações.

Após o parlamento aprovar a investigação, Nicolás Maduro disse que assumiria a responsabilidade de terminar a construção da ponte de Nigale, iniciada em 2005 e abandonada, posteriormente. A ponte parou de ser construída, mas a Odebrecht continuou mandando valores milionários para o país. O governo não quis falar sobre a declaração de Marcelo Odebrecht em delação da #Lava Jato, tão pouco sobre a detenção dos brasileiros.