O senador José Serra saiu, nesta quarta-feira, do Ministério das Relações Exteriores. Em correspondência escrita ao presidente #Michel Temer, o tucano disse que estava com problemas de saúde e que, de acordo com ele, em entrevista a Globo News, o impossibilitaria de segurar a carga das viagens internacionais e a manutenção do trabalho do dia a dia. O ministro, que está perto de fazer 71 anos, e que se sujeitou em dezembro a uma operação na coluna cervical, não pormenorizou sua situação médica na correspondência. Afirmou, porém, que a sua reintegração levará, pelo menos, quatro meses e que "honrará" sua permanência no Senado Federal. O secretário-geral do Itamaraty, Marco Galvão, assumirá temporariamente o cargo.

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Um diplomata mais aberto

A vida de Serra no Itamaraty se iniciou perturbada pelos obstáculos normais de estar em um governo que, até aquele instante, ainda era provisório. Contudo, deixou evidente, desde o começo, que o propósito de sua administração seria as ligações comerciais e a procura por firmar acordos bilaterais. Ele, de mesmo modo, largou o modo fechado que geralmente partilham os diplomatas do mistério. Foi encarregado por uma transformação da diplomacia brasileira nos últimos anos, ao questionar de forma veemente a situação da #Venezuela, de Nicolás Maduro – que hoje passa por uma das maiores crises econômicas da América Latina –, e outros países do conhecido eixo-bolivariano. Seguindo o mesmo rumo da Argentina de Mauricio Macri, foi um dos incumbidos por interromper o comércio da Venezuela com o Mercosul, afirmando complicações políticas internas que vão em direção oposta aos preceitos democráticos do acordo.

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O sonho presidencial

Além de suas complicações médicas, o senador espera o resultado da Operação Lava Jato para retornar a sonhar com a presidência da República. Passadas essas duas pendências, poderá também disputar, juntamente com o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves – igualmente envolvido na Lava Jato – a recomendação do PSDB às eleições de 2018. #José Serra