O deputado #Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que muito provavelmente será candidato à presidência da República em 2018, daria uma palestra neste mês de março, na sede paulistana do clube judaico Hebraica. Porém, a presença de Bolsonaro na sede religiosa está causando muita #Polêmica e muito debate na comunidade judaica.

A discussão sobre a presença de Bolsonaro foi tão intensa que acabou levando à suspensão do evento. Simpatizantes do deputado de extrema direita ficaram furiosos com o cancelamento e indignados com a decisão proferida pela diretoria do clube.

Os que são contra Bolsonaro fizeram um abaixo-assinado. Até o momento, mais de 2700 nomes já assinaram a lista.

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Entre os que assinaram o documento está o ex-ministro Renato Janine Ribeiro. Nas redes sociais, também foram feitas iniciativas afirmando que a palestra seria um gesto de anuência aos valores defendidos pelo político.

Idealizador do evento com Jair Bolsonaro

O evento no clube judaico Hebraica foi idealizado pelo empresário Alexandre Nigri, de 42 anos, que, questionado pelo jornal “Folha de São Paulo”, preferiu não se manifestar e manteve o silêncio sobre a grande polêmica.

Nigri havia sido o idealizador da palestra com Jair Bolsonaro. Quando colocou em debate com seus parceiros de clube, todos concordaram, mas quando a palestra foi anunciada, uma enxurrada de críticas surpreendeu os idealizadores que tiveram que encerrar a polêmica, com o cancelamento da palestra.

Os que desejavam ver a palestra também fizeram um abaixo-assinado e uma petição pela realização do evento foi feita, mil pessoas já assinaram e demonstraram curiosidade de ver a palestra de Bolsonaro.

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Força e apoio de Bolsonaro

Apesar da polêmica envolvendo sua palestra no clube hebraica, o deputado federal Jair Bolsonaro está muito bem nas pesquisas presidenciais. Segundo o Datafolha, ele possui 10% das intenções de voto e um grande apoio dos eleitores judeus que demonstram simpatia com a distância do político em esquemas de corrupção e com a defesa do Estado de Israel.

Após ser batizado em maio de 2016, no rio Jordão, pelo pastor Everaldo, o deputado passou a usar símbolos hebraicos, o que agradou a muitos judeus que passaram a apoiar o político publicamente. #Política