O juiz Eduardo Rocha Penteado, da Justiça Federal do Distrito Federal, suspendeu a nomeação de Moreira Franco para a Secretaria-Geral da Presidência. O magistrado atendeu ao pleito do PSOL e abre caminho para mais uma detenção por conta da Operação #Lava Jato.

Após o presidente Michel Temer nomear Moreira para a Secretaria-Geral da Presidência da República como forma de conceder foro privilegiado ao político acusado de receber benefícios no esquema de corrupção que envolve a construtora #Odebrecht e a Petrobras.

Ele foi acusado pelo ex-vice-presidente da Odebrecht, Claudio Melo Filho, em delação premiada na Operação Lava Jato.

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Em sua decisão, o juiz declara que o conteúdo das delações contra o político é comprometedor. Também destaca a sua nomeação como ministro em apenas três dias depois da homologação das delações que incrimina o político.

Sem panelaço

Nas redes sociais, o caso foi comparado ao que envolveu a então presidente Dilma Rousseff e Lula. Dilma, na tentativa de livrar o ex-presidente petista da Operação Lava Jato e lhe dar prerrogativas, deu um cargo de ministro a Luiz Ignácio Lula da Silva.

Uma intensa campanha promovida pela Rede Globo mostrava o panelaço promovido por determinados setores da sociedade. O resultado foi a ação do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a nomeação de Lula para ministro da Casa Civil.

No caso de Moreira Franco, não houve panelaço. Mas a pressão política tem sido grande contra a sua nomeação.

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Moreira contesta

A decisão do juiz Eduardo Rocha Penteado foi dada em caráter liminar. Moreira Franco rebate as críticas de sua nomeação dizendo que a intenção de #Temer foi de fortalecer o governo.

O PSOL avança e anunciou uma nova ação contra a nomeação de Moreira, desta vez com um mandato de segurança no STF.

A liminar que afasta Moreira Franco do cargo de Ministro pode ser derrubada. Caso isto ocorra, ele só poderá ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.

Wellington Moreira Franco é citado diversas vezes em delações premiadas na Operação Lava Jato.