O juiz Marcelo da Costa Bretas, da operação Lava Jato no Rio de Janeiro, pediu uma escolta de policiais e um carro blindado após presenciar "situações suspeitas". O pedido foi encaminhado para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2° Região. O juiz ficou conhecido como o "Moro do Rio", em referência ao juiz paranaense Sérgio Moro que conduz as operações da Lava Jato em Curitiba.

Nesta última sexta-feira (14), o juiz Marcelo Bretas, titular na 7° Vara Federal Criminal do Rio, recebeu um pedido do Ministério Público Federal (MPF), na qual de imediato colocou como réu da Operação Eficiência, o empresário #Eike Batista e o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

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Os dois são acusados de crimes de #Corrupção e lavagem de dinheiro. A Operação Eficiência é um dos desdobramentos da Lava Jato.

Esquema Eike e Cabral

O juiz deu decreto de prisão para Eike Batista após investigações apontarem que o empresário e homem já considerado o mais rico do mundo, participar de grandes esquemas corruptos. Logo quando Eike voltava de uma viagem do exterior (Nova York), a Polícia Federal prendeu o empresário ainda no aeroporto do Galeão, Rio, no dia 30 de janeiro, ele já estava considerado como foragido.

Levado para o presídio, Eike não tem diploma superior e dividiu a cela com mais detentos. Ele fazia parte de um esquema comandado por Sérgio Cabral e se tornou o homem mais rico do Brasil após explorar setores de petróleo, construção de portos e a área da mineração.

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Sérgio Cabral, chefe dos esquemas, foi governador do Rio até 2014, a polícia já descobriu ele foi acusado de desviar cerca de R$ 224 milhões. Contas no exterior mostraram que Cabral tinha barras de ouro e diamantes puríssimos avaliados em milhões.

Cabral também mantinha suas contas pessoais em dia utilizando uma sala alugada em Ipanema, Rio. Considerada a "sala da propina", o ex-governador contava com a ajuda de dois irmãos, Renato e Marcelo Hasson Chebar que organizavam os pagamentos. Só nessa sala já entrou cerca de R$ 3 milhões em dinheiro. #SérgioCabral