Antes de #Dilma Rousseff sofrer o processo de #Impeachment e ceder o poder no Planalto Central a Michel Temer e sua trupe, a presidente tinha como ministra da Agricultura a peemedebista pelo Estado do Tocantins, #Kátia Abreu, uma das políticas que mais defenderam Dilma em toda a sanha assassina de acusações promovida pela mídia. Kátia é dona de uma personalidade forte, o que ficou comprovado no jantar de final de ano em 2015, quando ela, sem dar nenhum sinal prévio, simplesmente atirou uma taça de vinho tinto no rosto do sempre “deslocado” José Serra, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil. O incidente aconteceu porque Serra, de modo infeliz, falou que a então ministra era demasiadamente “namoradeira”.

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Pronto! Não deu outra! Serra recebeu um banho de vinho e Abreu confirmou o ocorrido na sua rede social do Twitter dizendo o seguinte: “reagi à altura de uma mulher que preza sua honra. Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão "namoradeira".

Fato é que a impetuosa Kátia Abreu, agora como senadora pelo PMDB-TO, vem manobrando a todo vapor uma enorme frente de base popular que a levará a concorrer ao cargo de governadora do Tocantins nas eleições de 2018. Ninguém pode duvidar da ousadia da senadora, pois, para sua empreitada, está enfrentando o boicote literal do seu partido, o que provavelmente levará Abreu a mudar de filiação partidária; ela sabe que entrará em um embate como Marcelo Miranda do PMDB-TO e atual governador do Estado, ou que brigará feio com Carlos Amastha, originário da Colômbia, protegido de Miranda e que atualmente é o prefeito de Palmas, capital do Estado do Centro do Brasil.

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Entretanto, o furo da reportagem é que o “Jornal Opção” conseguiu saber junto a mais de um deputado em Brasília, que Kátia busca persuadir Dilma Rousseff, pertencente aos quadros do PT, para que ela venha a compor a chapa da ex-ministra e dispute assim, uma das vagas destinadas ao Senado, o que só comprova a amizade fraternal das duas mulheres; sendo que Dilma inclusive foi uma das madrinhas de casamento da goiana.

Kátia ficou ao lado de Dilma até o último segundo do conturbado e questionável processo de impeachment, que jogou mais de 54 milhões de votos na lata do lixo. A senadora afirma ainda em alto e bom som, que apesar de Dilma ser natural de Belo Horizonte e possuir um forte “reduto eleitoral” no Rio Grande do Sul, a ex-presidente tem a chance de fazer a transferência do seu título eleitoral para onde bem entender e assim ganhar a eleição, mesmo se Michel Temer vier a fazer um bom governo, o que ela desacredita inteiramente.

Vale frisar que Dilma Rousseff falou que concorrerá na eleição de 2018 a uma vaga pelo Senado ou pela Câmara; todavia, será pelo Estado do Rio Grande do Sul, uma vez que os seus direitos políticos permaneceram intocados por ocasião do seu afastamento definitivo da presidência da república.

Nos próximos meses todos poderão acompanhar o que acontecerá nos capítulos da história política moderna do Brasil.