Nesta quinta-feira (23), a 38° fase da operação #Lava Jato entrou em ação. A Operação Blackout que dá referência ao sobrenome dos principais alvos, Jorge Luz e Bruno Luz, acusados de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, entre outros, são familiares. Pai e filho, Jorge e Bruno seriam os operadores de propina do PMDB, a Lava Jato atinge em cheio o governo de Temer.

Os lobistas teriam ligação direta com #Renan Calheiros (PMDB), segundo o delator Nestor Cerveró os operadores teriam repassado o valor de R$ 6 milhões em propina para Renan. Nestor também conta que tudo foi acertado durante um jantar na residência de Jader Barbalho, a visita incluiu também Paulo Roberto Costa, e o ex-presidente da empresa Transpetro, Sérgio Machado.

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O juiz federal Sérgio Moro da 13° Vara Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato, decretou a prisão de Jorge e Bruno, eles serão levados para a Superintendência da #Polícia Federal no Paraná. Segundo o procurador, Diogo Castor de Mattos, está sendo confirmado que os acusados estão foragidos e seus nomes serão incluídos na lista da Interpol. "Para garantia de ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em conta a notícia que os investigados se evadiram recentemente para o exterior, possuindo inclusive dupla nacionalidade”, disse o procurador.

Uma venda realizada pela Petrobras entre as empresas e Eletroengenharia foi um dos casos de corrupção envolvendo pai e filho. A delação de Cerveró foi peça chave para que Sérgio Moro decretasse prisão aos acusados, o envolvimento com Renan Calheiros também poderá mexer nas estruturas do governo Temer.

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Renan Calheiros

O ex-presidente do Senado Federal divulgou uma nota em seu gabinete afirmando que as chances de encontrar algo errado com o seu nome, eram zero. Ele enfatizou que as relações com os envolvidos nunca passariam dos "limites institucionais". Renan havia dito que não via o lobista Jorge Luz há 10 anos, mas depois mudou a nota afirmando que já se passaram 25 anos sem ver Luz.