A Operação Lava-Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção deflagrada atualmente no Brasil e é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A força-tarefa, através de todo um trabalho de investigação persistente e reconhecido pela imensa maioria da sociedade brasileira, possibilitou a condenação e prisão de vários envolvidos em mega escândalos de corrupção, que foram responsáveis pela "sangria" dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. Entre as prisões autorizadas no âmbito da operação, encontram-se as detenções de políticos, empreiteiros e doleiros.

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Pode-se mencionar, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do PMDB, os ex-ministros petistas José Dirceu e Antônio Palocci, que atuaram na administração pública, principalmente, durante os mandatos presidenciais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (já réu na Operação Lava-Jato) e da ex-presidente da República, Dilma Rousseff, que sofreu um processo de impeachment, por crime de responsabilidade. A Lava-Jato sofre agora um sério risco, que pode ocasionar prejuízo às investigações. Trata-se do atual diretor-geral da corporação, Leandro Daiello. Segundo a força-tarefa da Lava-Jato, através da Associação Nacional dos Delegados Federais (ADPF), atribui-se à Daiello, a saída de delegados da PF que faziam parte da força-tarefa da operação estabelecida em Curitiba.

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Segundo a ADPF, a permanência do atual chefe, acarretaria grave prejuízo às investigações.

Carta ao presidente Temer

A decisão da Associação dos Delegados Federais, recebeu o apoio de 72% dos participantes em assembleia. Uma carta será dirigida ao presidente Michel Temer nesta segunda-feira (12), com pedido expresso de substituição do atual diretor-geral, Leandro Daiello. Segundo a nota da associação, "em decorrência de falta de apoio da direção, delegados que coordenavam a operação, foram deslocados para outras áreas e locais, devido ao esgotamento físico e mental a que são submetidos", ressaltou a nota. A associação de delgados elaborou uma lista tríplice para que possa sw definir o novo diretor-geral. O atual gestor não foi localizado para comentar o caso e a assessoria de imprensa da #Polícia Federal afirmou que não iria se manifestar. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais, Carlos Eduardo Sobral, "há um sentimento na corporação de que a Lava-Jato, está chegando ao seu final." desabafou. #Governo #Lava Jato