O novo relator da Operação #Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, acolheu nesta última quinta-feira (9) a denúncia protocolada pelo então Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, determinando a abertura de inquérito em desfavor de: #Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP).

Os investigadores deverão apurar a participação dos parlamentares na investida de obstruir a Operação Lava Jato, uma vez que tiveram seus nomes citados por Sérgio Machado, atualmente, colaborador da Justiça e antigo presidente da Transpetro (Transportadora brasileira de gás natural, vinculada a Petrobrás).

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Apesar de se tornar beneficiário do acordo de delação premiada, Machado, ainda não tinha envolvimento com as investigações da Lava Jato, ou seja, o ex-presidente da Transpetro foi à Justiça e se ofereceu como colaborador. A atitude possibilitou aos agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), suspeitar das possíveis tramoias ocorridas entre os parlamentares citados. De toda sorte, com a decisão do ministro Fachin, o delator voluntário (Sérgio Machado), também teve seu nome arrolado ao inquérito junto aos peemedebistas denunciados.

As revelações se tornaram públicas devido aos áudios de "conversas particulares", que foram gravadas por Machado em vários eventos sigilosos, que reuniram os parlamentares que articulavam o "timing para a implementação do grande acordo". Na verdade, planejavam artifícios para embaraçar a Operação Lava Jato.

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Todo o material (gravações) foi entregue a PGR, que considerou totalmente comprometedor, batizando os "peemedebistas de integrantes da quadrilha" em sua denúncia, evidenciou a reportagem do jornal "Folha de S.Paulo".

Por fim, Janot, ainda esclareceu que Sérgio Machado manifestou segurança e transparência em seus depoimentos ao afirmar sobre os repasses exorbitantes direcionados ilicitamente ao PMDB, ou seja, ao senador Renan Calheiros que se apropriou R$ 32.2 milhões, Romero Jucá R$ 21 milhões e ao ex-presidente, José Sarney que recebeu R$ 18,5 milhões, afirmou o delator. #STF