Lúcio Bolonha Funaro, um dos homens mais temidos pela elite política em Brasília, foi preso em um desdobramento da Operação #Lava Jato. Ao permanecer no Complexo Carcerário aproximadamente 6 meses, Funaro percebeu a dificuldade do sistema prisional e pediu uma visita dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). A alegação para o encontro sugere de forma espontânea, a possibilidade de fechar um acordo de delação premiada com a Justiça.

O doleiro é um antigo aliado dos figurões do PMDB e avisou que pretende dividir o fardo detonando quem for preciso para se beneficiar de redução de pena, uma vez que está preso desde 1º de julho de 2016 no Complexo de Detenção Provisória da Papuda, em Brasília.

Publicidade
Publicidade

O futuro delator era uma espécie de homem de confiança do deputado federal cassado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também está preso em Curitiba, no Paraná.

Funaro participava de quase todas as operações financeiras vinculadas aos peemedebistas. Atualmente, foi apontado pelo Ministério Público como sendo um dos suspeitos pelas cobranças de vantagens indevidas atribuídas a empresários, com a finalidade de alcançar empréstimos do Fundo de Investimento do FGTS e o FI-FGTS. O doleiro foi localizado após a delação de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF).

Mesmo ciente de que a delação pode não corresponder às expectativas, Funaro se diz preparado para revelar todos os segredos, inclusive, do Presidente da República Michel Temer, além do ministro braço direito do Governo, Elizeu Padilha, Moreira Franco, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o integrante do conselho de administração do Banco de Brasília Ricardo Leal.

Publicidade

Outra suspeita, que provavelmente deva ficar esclarecida, é com relação ao suposto usufruto de vantagens indevidas (propinas), para injetar na campanha eleitoral do então Governador da Capital da República Rodrigo Rollemberg (PSB), com o aval de Ricardo Leal.

Funaro encontra-se em estado de descontentamento, afinal, nunca esteve preso e muito menos tratado sem as regalias e luxuria às quais sempre foi acostumado, revelou a reportagem do jornal "Metrópoles". Acredita-se que estes são os principais motivos para que o investigado se submeta a um acordo de delação.

Apesar de o noticiário citar que ainda não foi negociada nenhuma colaboração entre o doleiro e o MPF, especula-se que tão logo se posicione a respeito, toda a documentação deverá ser encaminhada para a homologação no Supremo Tribunal Federal (STF), aos cuidados do ministro Luiz Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Lava Jato logo após a morte de Teori Zavasck, no último dia 19 de janeiro. #Michel Temer