Neste domingo (19), a revista "ISTO É" trouxe, em sua edição, uma reportagem bomba sobre o mais novo delator da Lava Jato, Davincci Lourenço de Almeida. O colaborador narrou detalhes explicando como eram realizadas as entregas de propinas, ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva.

Entenda o ocorrido

O químico sem formação superior esteve sempre presente junto aos integrantes mais poderosos das maiores empreiteiras do país, dentre elas, a Construtora Camargo Corrêa para a qual prestava serviços sigilosos. Davincci acompanhou de perto todas as negociações ilícitas que foram tramadas para a realização de diversas tramoias, que tinham por finalidade o acesso total aos contratos de licitações, junto ao Governo Federal.

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Davincci ainda marcou presença em reuniões ocultas com anfitriões presidentes de construtoras, além de políticos do alto escalão. Em decorrência da intimidade que o químico conquistou, foi convidado para integrar a equipe dos poderosos e participar das missões especiais, pelo então diretor da Camargo Corrêa, Fernando de Arruda Botelho.

Diante de suas funções, Davincci esclareceu à revista que a sua incumbência mais infeliz teria sido quando foi 'obrigado' a representar os acionistas da construtora Camargo Corrêa em um transporte de uma mala 'suspeita', que, na verdade, estava abarrotada de dinheiro. A quantia estava reservada para o ex-presidente, disparou o químico: "Levei uma mala de dólares para Lula".

Este foi o primeiro depoimento de uma pessoa que está vinculada diretamente em uma das empreiteiras investigadas pela operação #Lava Jato, ademais, afirmou ainda que entregou vantagens indevidas (propinas) para o petista.

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Com relação aos valores, segundo a publicação, o delator não tinha ciência da quantia que estava conduzindo, mas salientou que a entrega foi realizada com sucesso em 2012, no "hangar da Camargo Corrêa em São Carlos (SP)", na sede da Táxi Aéreo Morro Vermelho, empresa que pertencente ao grupo da construtora.

Davincci evidenciou que, ao chegar ao hangar, havia uma determinação para que a mala fosse direcionada ao funcionário da Táxi Aéreo, "Willian Steinmeyer, o Wilinha", responsável pela custódia do dinheiro que abriu a bagagem retirando o volume que estava acondicionado em um saco para não levantar suspeitas.

O delator afirmou que o ex-presidente foi ao encontro dos dólares com a escolta de um segurança, inclusive, funcionários, no dia da visita de Lula ao hangar da empresa, tiraram selfies para registrar o momento com o ex-presidente, mas foi mantido em segredo devido ao início das investigações da Lava Jato.

O químico também declarou que este envio, foi apenas uma das diversas remessas que transportou destinada ao petista, ou seja, inúmeras foram as vezes que entregou maletas recheadas de 'dinheiro vivo', para o ex-presidente coletar.

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Por fim, afirmou que todas as remessas tiveram o aval da herdeira do Grupo Camargo Corrêa, Rosana Camargo de Arruda Botelho. "O Fernando me dizia que a “baixinha”, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, concluiu Davincci. #Corrupção