Uma nova negociação entre a força-tarefa da Lava Jato no estado do Rio de Janeiro poderá levar o ex-governador, Sérgio Cabral a ruína. Tudo porque um acordo em estágio avançado vai desvendar as peças do imenso quebra-cabeça que revelará as verdades mais obscuras do peemedebista carioca.

Entenda o ocorrido

Segundo informações de fontes próximas, o responsável pela cabeça de Cabral é o doleiro Vinicius Claret, popularmente conhecido como Juca Bala, o qual se encontra em fase de ratificação do processo de delação premiada junto à Justiça, afirmou a equipe de reportagem do "Jornal de Brasília".

Para melhor esclarecimento, o Ministério Público Federal (PPF) deduz que a fortuna de Cabral possa estar em torno de R$ 1 bilhão no exterior.

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Em uma das linhas de investigações que abrange o esquema de licitações fraudulentas ocorridas no Rio de Janeiro, suspeita-se que o ex-governador tenha praticado de formas direta e indiretamente várias irregularidades, na área da Saúde.

Na verdade, os procuradores avaliaram genericamente que houve indícios suficientes na apuração de contratos licitatórios, os quais podem perfeitamente, alcançar o ex-secretário estadual da Saúde, Sérgio Corte.

O ex-secretário esteve presente na luxuosa viagem à Paris. Naquela época, o passeio ficou bastante conhecido após a publicação das imagens dos grandes aliados de Cabral, "portando guardanapos na cabeça".

Também participou da mesma comemoração o secretário da Casa Civil, Régis Fichtner, que junto aos demais (Cabral e Cortes) se tornou alvo das investigações da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª, em Curitiba, no Paraná.

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O próximo delator, Juca Bala residia até então em Montevidéu, no Uruguai. Sua trajetória com o ex-governador começou logo após os doleiros Renato e Marcelo Chebar, reclamarem das dificuldades em continuar o esquema fraudulento devido o crescente volume de vantagens indevidas (propinas) após 2007, quando Sérgio Cabral, assumiu mais um mandato para governador do Estado.

Os doleiros já assinaram o acordo de delação com a #Justiça e afirmaram a existência da organização criminosa que por sua vez, era controlada pelo ex-governador. Também explanaram sobre como os repasses eram realizados ocultando mais de "US$ 100 milhões", o equivalente a R$ 340 milhões que foram enviados ao exterior.

A defesa de Sérgio Cortes alegou que não há nenhuma irregularidade no período de sua gestão, como secretário estadual. Com relação a Sérgio Fichtner, não houve nenhum posicionamento de sua defesa e quanto aos advogados de Cabral, também não se manifestaram sobre o assunto. #Lava Jato #Sergio Moro