O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva tem em sua conta diversos escândalos envolvendo corrupção. O primeiro escândalo estourou quando ele ainda era presidente da República (em 2005) e foi batizado como "Mensalão". Dez anos depois, Lula e o Partido dos Trabalhadores se veem encrencados mais uma vez com a Justiça.

Dessa vez é com o esquema de corrupção que foi instalado na maior estatal do país, a #Petrobras. E quanto maior é um esquema, maior é a quantidade de pessoas participando dele, o que faz com que seja mas fácil vir a tona todas as sujeiras. E foi o que aconteceu com Davincci.

Davincci Lourenço de Almeida trabalhou em uma das maiores empreiteiras do Brasil, a Camargo Corrêa durante anos.

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O jovem era do ciclo de confiança de Dalton Avancini, que na época era diretor da empresa, e por isso participou de diversas reuniões importantes, e até mesmo teve moradia durante um tempo no resort da empresa. Devido a essa relação de confiança dentro da empreiteira, ele era selecionado para fazer diferentes tarefas de variados setores.

A tarefa mais delicada que o químico teve que fazer para os acionistas da empreiteira, segundo ele, foi carregar uma mala cheia de dólares para o ex-presidente Lula, segundo ele relata em entrevista publicada no site da revista IstoÉ nesta sexta-feira (17).

Ele falou que o ocorrido foi em fevereiro de 2012 e ele não soube especificar a quantia certa. Davincci foi o primeiro ligado à empresa a testemunhar admitindo ter feito a ligação de pagamento de suborno ao ex-presidente.

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O trajeto que o químico teve que fazer foi do hangar da Camargo Corrêa, localizado na cidade de São Carlos (SP), até a sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, que pertence também a empreiteira.

Segundo ele conta na entrevista, a mala foi entregue a um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer e ele encaminhou a propina para o ex-presidente Lula. Davincci disse que Lula foi até o local buscar o dinheiro acompanhado de um segurança.

Os funcionários se sentiram confortáveis para tirar fotos com ele e as fotos estavam penduradas no hangar da empresa e permaneceram lá até setembro de 2015, quando a Operação Lava Jato já estava investigando a empreiteira. De acordo com a revista, ele disse também que não foi apenas para Lula que ele efetuou esse tipo de operação, mas também para diversos funcionários da Petrobras. Lula, na época, ficou de arranjar “um negócio de R$ 100 milhões” da Petrobras para a empreiteira Camargo Corrêa, segundo a reportagem da IstoÉ. #Política