O ex-senador Luiz Estevão,preso em março de 2016, acusado de desvio de recursos públicos destinado à construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo e por falsificação de documentos, foi severamente punido por não cumprir as normas do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Estevão foi levado para a solitária e provocou a queda da cúpula do presídio. De acordo com informações, em sua cela, o ex-senador parecia estar em casa. Ele tinha várias regalias que eram conquistadas através de subornos ao dirigentes do presídio. Foi encontrado em sua cela chocolates, massas importadas e uma cafeteira elétrica. Esses itens são proibidos e inaceitáveis no Complexo.

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Todos os presos tem o direito igual, mas o ex-senador era favorecido perto dos demais.

Diante dessas descobertas de mordomia, a direção da Papuda foi exonerada e Estevão foi para a solitária.

Descoberta

A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social deu uma nota dizendo que foi descoberto essas regalias após uma vistoria no Bloco 5 do Centro de Detenção Provisória. Segundo a Secretaria, o ex-senador teve atitude indisciplinar e desacatou um diretor do presídio. "Ele cometeu falta disciplinar ao ser interpelado pelo coordenador-geral e permanecerá isolado por 10 dias", afirma a nota.

Será investigado o possível envolvimento de agentes públicos nas mordomias do detento.

Luxo

No ano passado, Estevão também foi denunciado por regalias na Papuda. O Ministério Público Federal do DF acusou o ex-senador de financiar a reforma do local onde está preso, para ele se sentir melhor.

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Em sua ala foi constatado diversos itens considerados de luxo para um presídio. Essa ala que o ex-senador fica é destinado a ex-policiais, presos federais e outros detentos que se colocados no meio dos outros presos, poderiam sofrer repressões. Segundo a denúncia feita pelo Ministério, os sanitários foram mudados, foram colocados outros chuveiros e cerâmica no chão.

Além de Estevão, foram denunciados Cláudio de Moura Magalhães, subsecretário do Sistema Penitenciário (Sesipe), João Helder Ramos Feitosa e Murilo José Juliano da Cunha, diretor do CDP (Centro de Detenção Provisória). #Prisão #Corrupção