A polarização política no país continua a mil por hora. Embora as pessoas tenham percebido que protestos não possuem nenhuma validade jurídica no país, mas servem para políticos populistas ganharem notoriedade em meio aos eleitores insatisfeitos, na internet, uma guerra de interesses prevalece.

A deputada federal #Maria do Rosário (PT-RS), precisou ir até uma delegacia registrar queixa contra inúmeros ataques cibernéticos sofridos por ela e por sua filha, que é menor de idade. Militantes do deputado Jair Bolsonaro, usaram páginas e grupos em homenagem ao político, para desejar que a adolescente seja presa por, supostamente usar drogas (o uso de substâncias entorpecentes não é punida com pena restritiva de liberdade no Brasil, somente o tráfico).

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Também atacaram a deputada, dizendo que ela não soube criar a filha, que merece perder a guarda da mesma, além de chamá-la de ‘lixo’ e outras palavras de baixo calão.

A opinião, é importante ressaltar, foi exposta pelos militantes da extrema direita que defendem o deputado, mas não pelo próprio parlamentar, que por enquanto, não se manifestou sobre o assunto, logo, apesar de serem seus apoiadores, eles respondem por seus próprios atos, pois não foram induzidos aos atos de intolerância.

As fotos

Uma página intitulada como ‘Faca na Caveira’, que também apoia #Jair Bolsonaro, mas não possui vínculo com o mesmo, divulgou uma matéria com fotos da adolescente de 16 anos de idade, seminua, muito magra e fumando cigarros de maconha. A publicação afirma que ela possui anorexia profunda e é uma drogada.

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Também afirmam que a jovem tentou se matar.

O site ‘Expresso Diário’, também de militantes políticos da extrema direita, chamam a filha da deputada de desnutrida.

A declaração da deputada

Maria do Rosário disse que as fotos foram manipuladas para a divulgação na internet e as informações também foram alteradas, a fim de perseguir a moça por terem raiva das ideologias da mãe.

A deputada emitiu uma nota oficial em sua página do Facebook:

Crimes cometidos

Os infratores podem se entender com a justiça tanto no âmbito cível, quanto penal. Eles infringiram a Lei Maria da Penha, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Penal. Divulgaram o nome completo da adolescente e divulgaram as fotos, segundo Maria do Rosário, manipuladas, sem colocar tarja em seu rosto, conforme determina a lei. Por ser menor de idade, não poderia ter o rosto e nome expostos em uma reportagem ou publicação qualquer.

Além disso, ela está sendo perseguida e ofendida, bem como há dezenas de publicações com calúnia, difamação, injúria e apologia ao ódio, violência e intolerância política. Além desses crimes, na esfera cível, há previsão de indenização.

A #Polícia Federal já começou as investigações para identificar os acusados. Quem compartilhar ou criar novas publicações expondo a moça, também poderá responder criminalmente pelo ato.