Atualização: Em nota, a Assessoria de Imprensa da BR Sports - holding de marcas esportivas pertencente ao Grupo Sforza - esclarece que a BR Sports é detentora de 100% da marca Topper no Brasil, tendo adquirido a mesma da Alpargatas (até então uma empresa do Grupo Camargo Corrêa), em novembro de 2015.

Abaixo, você pode conferir a matéria original:

O Ministério Público Federal deflagrou uma operação de investigação sobre um dos empresários mais bem sucedidos do país. Trata-se de Joesley Batista, dono da empresa J&F, que tem controle sobre a marca JBS, além de marcas como Friboi, Seara, no ramo alimentício e também, a empresa controladora de marcas como Topper e Havaianas, no ramo de calçados.

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Além de Joesley Batista, tornou-se alvo da operação, José Carlos Grubisich Filho. Ele é presidente da Eldorado Celulose, empresa também pertencente ao grupo J&F.

Toda a investigação do Ministério Público Federal foi deflagrada com base em um montante de valores exorbitantes, em aproximadamente R$ 3,8 bilhões de reais, cuja solicitação de bloqueio foi dirigida à #Justiça Federal. Para que os investigadores chegasse a toda essa quantia, tornou-se necessário o empenho de ações ligadas ao empresário Joesley Batista, incluindo-se seus bens particulares, como também, recursos em conta corrente bancária e aplicações nas instituições financeiras.

Afastamento das empresas

A ação do Ministério Público Federal, não somente solicitou bloqueio de altas somas de dinheiro que estavam em mãos do empresário dono de marcas como Friboi e Seara, mas foi mais além.

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A solicitação se estendeu, de modo que o empresário Joesley tenha ainda que se afastar do controle de suas empresas. O empresário Grubisich foi alvo da mesma solicitação de afastamento da empresa que preside; a Eldorado Celulose. O principal motivo atribuído a esse tipo de ação tomada pelo Ministério Público, refere-se a um descumprimento de acordo que havia sido fechado no mês de outubro de 2016.

O dono do grupo J&F, que é alvo de três investigações da #Polícia Federal, havia se comprometido junto à Procuradoria, a ter que indenizar alguns dos principais fundos de pensão do país, como a Funcef (fundo da Caixa Econômica Federal) e a Petros (fundo ligado à Petrobras). Esses fundos de pensão haviam adquirido uma participação minoritária junto à empresa Eldorado Celulose. Essa mesma empresa prejudicou esses fundos de pensão, ao fechar um contrato de fornecimento de madeira junto à concorrente Eucalipto Brasil, no final do ano passado. Segundo o MPF, o contrato serviu como "manobra", com o objetivo de "comprar o silêncio" de Mario Celso Lopes, que teria conhecimento de fatores ilícitos durante a criação da empresa Florestal.

Resposta da empresa

A assessoria da J&F admitiu que foi surpreendida com a solicitação do MPF e que irá recorrer junto ao juiz responsável pelo caso. A empresa considera as denúncias como "estapafúrdias e infundadas", sendo de interesse pessoal do conselheiro da Funcef, Max Mauran Pantoja da Costa. #Corrupção