O ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Celso de Mello, comentou, nesta quarta-feira (15), que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, tem feito um trabalho perfeito na ordem jurídica. "Ele considera situações concretas em suas decisões", disse o ministro.

De acordo com o decano, o juiz Sérgio Moro possui julgamentos consistentes, bem fundamentados, compatível com a jurisprudência da Corte Suprema. "É por isso que nos julgamentos em que participo, tenho negado pedidos de impugnação a Moro", ressalta Mello.

Segundo o ministro do STF, não só ele, mas todos os outros ministros da Segunda Turma tem mantido as decisões de Sérgio Moro.

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"Moro tem competência e suas ações são baseadas, perfeitamente, na ordem judicial imposta pelo Supremo", afirma Mello.

Prisão preventiva

Celso de Mello foi perguntado sobre o que ele achava da duração da prisão preventiva. Durante a sessão, que acabou mantendo a prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo #cunha, tanto Mello quanto o ministro Marco Aurélio deram um pequeno discurso.

Diferentemente do que o ministro Gilmar Mendes havia falado, que precisavam ser analisadas as alongadas prisões em Curitiba, o decano colocou um outro ponto de vista. De acordo com ele, a prisão preventiva serve como uma forma de evitar que provas sejam destruídas, testemunhas e vítimas sejam expostas e coagidas e fugas aconteçam. "A prisão cautelar não é uma punição e nem mesmo uma antecipação de execução de pena, é apenas um cuidado para que outros fatores não ocorram e atrapalhem as investigações", disse o ministro.

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Os advogados dos presos da Operação Lava Jato não concordam com essas prisões e pedem a liberdade para os seus clientes, como é o caso, do ex-deputado Eduardo Cunha.

Pedido negado

O pedido de liberdade a Eduardo Cunha foi negado pelo Supremo, nesta quarta-feira (15). Nove ministros votaram contra, apenas um deles foi a favor da liberdade do ex-deputado, o ministro Marco Aurélio.

O relator do processo Edson Fachin comentou que a forma como a defesa pediu a liberdade do detento não era adequada. #SérgioMoro