A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal se reuniu na última terça-feira (14) e marcou para o próximo dia 21 a sabatina que irá definir se Alexandre de Moraes está apto a ocupar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

No cenário político nacional atual, era de se imaginar que o Governo tentasse algo. Senadores governistas tentaram articular, encabeçados por Romero Jucá, líder do governo no Congresso, que a sabatina fosse realizada já nesta quarta-feira (15), sendo dado vistas de apenas 24h do relatório feito pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que foi favorável a indicação de Moraes.

O regimento interno da Casa determina um prazo de cinco dias úteis após o pedido de vistas.

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Senadores de oposição contestaram e impediram o acordo costurado pelo governo.

Romero Juca, "multi-acusado" e réu na Lava Jato, tentou justificar a manobra dizendo que o Governo tem interesse de dar celeridade nas investigações da Operação. Moraes, caso ocupe mesmo a cadeira no STF, será o revisor da Lava Jato e poderá contestar possíveis penas aplicadas a integrantes do Governo de Michel Temer. #Dentro da política