O jornal Folha de S.Paulo trouxe em destaque, no último domingo (29), uma matéria que citava a morte de #Teori Zavascki como um fato que poderá beneficiar o presidente Michel Temer (PMDB). O jornal exibiu na capa a foto do velório do ministro. Na imagem o presidente aparece ao lado do caixão, com título estampado logo abaixo: “Morte de Teori atrasa delações e investigação sobre #Temer”.

O jornalista Mário César Carvalho, autor da reportagem, afirma que enquanto não se esclarece o que aconteceu com o avião do ministro, vão se adiando as investigações da #Lava Jato e as delações da Odebrecht não acontecem - delações essas que envolvem Temer e vários de seus ministros.

Publicidade
Publicidade

Segundo o jornalista, esse fato pode atrasar também o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer, que está sendo julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral e que pretende utilizar as delações no processo.

Na última quinta-feira (26), Temer foi indagado por jornalistas sobre o andamento das investigações da Lava Jato. Na ocasião, perguntou-se ao presidente se ele achava que a morte do ministro Teori seria um obstáculo para a investigação, se poderia ser motivo de atraso ou até mesmo influenciasse no desfecho do caso. Os jornalistas também perguntaram quem seria nomeado para assumir o lugar do ministro Zavascki.

Diante dessas indagações, o presidente disse que tem certeza que o Supremo Tribunal Federal vai saber conduzir as investigações com serenidade e responsabilidade e que a tragédia com o ministro deve ser superada e os trabalhos, até então conduzidos por Zavascki, vão seguir com a mesma seriedade.

Publicidade

Sobre a nomeação do ministro que substituirá Teori Zavascki, o presidente afirmou que irá fazer a nomeação dentro de alguns dias. Temer não especificou data, mas disse que já tem o nome para o cargo.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia Antunes Rocha, também esteve presente no velório do ministro e se recusou a ser fotografada com os ministros citados pela Odebrecht como envolvidos no esquema de corrupção e com o presidente Temer.