Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (07), o ministro Gilmar Mendes proferiu críticas à Operação Lava-Jato e ao trabalho conduzido em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro. A sessão desta terça foi considerada a primeira em que a relatoria de todos os processos que se referem à Lava-Jato já se encontram sob o comando do ministro Luiz Edson Fachin, em relação ao julgamento de envolvidos que tenham foro privilegiado e por essa razão, julgados na mais alta Corte do país. A Operação Lava-Jato é maior operação de combate à #Corrupção em curso, atualmente no Brasil e é conduzida em primeiro grau pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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A força-tarefa apura escândalos de corrupção que resultaram em desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Ministro critica a 'primeira instância'

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, fez críticas duras à Lava-Jato e contra a primeira instância, acarretando em crítica indireta à condução dos trabalhos de investigação do juiz Sérgio Moro. Na sessão desta terça-feira, após a indicação de Alexandre de Moraes à Suprema Corte brasileira pelo presidente da República Michel Temer, Mendes proferiu fortes críticas à condução da Lava-Jato em primeira instância. Mendes afirmou que "temos um encontro marcado com alongadas prisões que são determinadas em Curitiba", disse, em alusão à condução de Sérgio Moro, a partir da capital paranaense.

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Mendes prosseguiu ainda, que "a Corte teria que se posicionar sobre o tema referido, já que há um conflito com a jurisprudência que foi construído ao longo desses anos", concluiu Mendes.

Estreia de Fachin

O ministro Edson Fachin estreou nesta terça, a condução dos processos que envolvem a Lava-Jato no Supremo e tomou uma decisão que foi favorável às investigações da força-tarefa. Fachin negou um recurso apresentado pela defesa de João Cláudio Genu, ex-assessor do Partido Progressista. O assessor foi condenado, no âmbito da Lava-Jato, a oito anos e oito meses de cadeia por corrupção e associação criminosa. #STF #Lava Jato