O ministro da #Justiça, Alexandre de Moraes, é cogitado para ocupar a cadeira do falecido ministro Teori Zavascki, no Supremo Tribunal Federal (#STF). Com uma vida universitária agitada, Moraes já perdeu cargos para Ricardo Lewandowski, tirou nota zero e fez uma polêmica tese.

Para ingressar professor na USP (Universidade de São Paulo), o ministro conseguiu apenas na segunda tentativa. Em 2004, se envolveu em uma polêmica sobre o tema: #tortura. O fato acabou reverberando em Brasília, ele colocou em pauta uma história envolvendo o papa e um terrorista. Haveria uma bomba na praça Dom Pedro, onde o papa iria trafegar, com isso prenderam um terrorista que se recusou a dizer onde estaria a bomba.

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O então, professor Moraes, questionou se a melhor coisa a se fazer seria torturar o terrorista para que ele dissesse onde estaria a bomba.

O Centro Acadêmica XI publicou uma nota sobre o argumento do professor e os alunos também ficaram surpresos. O documento chegou até o Senado Federal, Moraes teve que se defender, ele contou que os alunos teriam tirado acentuações de sua fala mudando o sentido da mesma.

Moraes já perdeu concurso de professor titular para Ricardo Lewandowski, e em uma prova de livre-docência ele tirou nota zero, uma examinadora que argumentou que a tese do ministro não tinha "consistência teórica" e "deixou a desejar".

Tese sobre cargos políticos

Em uma tese feita por Alexandre de Moraes, ele enfatiza que deveriam ser excluídos cargos de confiança durante mandato de presidente da República.

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Ele avaliou que isso seria para evitar "gratidão política" e comprometer a independência do setor judiciário. A tese completa é possível de ser encontrada no Banco de Dados da USP.

Se sua tese fosse colocada em prática, Alexandre de Moraes não poderia assumir a vaga no Supremo Tribunal concedida pelo presidente Michel Temer. Os dados da tese tem 416 páginas disponíveis, ele também comenta sobre como deveria funcionar, em sua visão, a indicação de ministro ao STF. Os conceitos abordados na sua tese de doutorado vieram à tona com a possível indicação de Temer sobre Alexandre se tornar ministro no STF.