O deputado federal do PMDB pelo estado do Paraná, Osmar Serraglio, aceitou o convite feito pelo presidente da República, #Michel Temer, para que pudesse assumir o Ministério da Justiça. O ex-ministro da pasta era Alexandre de Moraes ,que foi aprovado ontem (22), em sabatina realizada e consequente votação no Plenário do Senado Federal, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição a Teori Zavascki, morto no início do ano em um acidente aéreo. O novo ministro da Justiça é considerado de perfil moderado e já foi destaque como relator da CPI dos Correios, em 2005, que apurava o escândalo do Mensalão, ou seja, a compra de parlamentares, durante a administração federal de Luiz Inácio Lula da Silva, para que votassem de acordo com os interesses do #Governo.

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Serraglio foi escolhido pelo presidente Temer para a pasta da Justiça, porém, enfrentando críticas por parte da bancada do PMDB do estado de Minas Gerais.

Lava Jato

O novo ministro da Justiça tem a prerrogativa de ter a Polícia Federal sob o seu "guarda-chuva", já que administrativamente, a instituição é subordinada ao Ministério da Justiça. Osmar Serraglio se pronunciou a respeito da Operação Lava-Jato, que é considerada a maior operação de combate à corrupção, em curso atualmente no Brasil e é conduzida em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Segundo o novo ministro da Justiça, o presidente Temer em acerto com ele, transmitiu que o propósito é manter distância em relação à Operação #Lava Jato.

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De acordo com o novo ministro da Justiça, "a ordem expressa é manter distância da Operação Lava-Jato, pois, a gente sabe que qualquer coisa que você faça, você se contamina, então, o melhor é deixar para lá", ressaltou Serraglio. O ministro ainda concluiu, quado indagado em entrevista, se esse distanciamento seria alo factível, já que muitos caciques do PMDB são alvos da força-tarefa de investigação, o ministro reforçou seu entendimento: "imagina um ministro da Justiça ter que pedir para alguém tergiversar em se tratando dessa investigação? Seria algo como a negação da República", disparou o novo ministro.