Em delação premiada, o empresário Alexandre Margotto contou na Justiça Federal de Brasília, como funcionava os "trabalhos" com o ex-deputado #Eduardo Cunha, que se encontra preso em Curitiba, Paraná. Segundo informações de Margotto, Fábio Cleto, que também prestava serviços para Cunha e realizou o processo de delação premiada com a Justiça, teria apresentado um currículo para o ex-deputado e para o doleiro Lúcio Bolonha Funaro.

O objetivo do currículo era para comprovar se Cleto seria a pessoa mais indicada para realizar o pagamento de propina e ser apresentado a Caixa Econômica Federal. Fábio Cleto também tinha que seguir as ordens de Eduardo Cunha, ele chegou a ser vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias.

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Na delação, procuradores questionaram se Margotto também teria apresentado seu currículo, mas ele conta que não foi necessário devido ao fato de que Cleto seria uma nome que "emplacaria mais fácil" e mostrava ter mais experiência para o "cargo".

Fábio Cleto também teria assinado uma carta de renúncia como exigência para o cargo de dirigente no banco. Se por acaso, ele não realize os pedidos do grupo, ficaria então, sem emprego. A carta seria uma espécie de "seguro" para Cunha e Funaro.

Margotto disse que estava em sua sala de operação quando recebeu uma ordem de Funaro para imprimir uns papéis. Era uma carta de exoneração do cargo para que Cleto fizesse as coisas conforme pedirem os "chefes", Cunha e Funaro.

Relação de Margotto e Funaro

O delator contou que teve sua ex-namorada envolvida em um esquema com o doleiro.

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Ele lembra que o segundo beijo dado em sua ex foi na casa de Funaro, que segundo Margotto, era um lugar muito organizado, tendo os documentos guardados em ordem no escritório.

Uma assinatura falsificada também foi feita, Margotto disse que assinou vários cheques no nome de sua mãe, Elizabeth Rosa, ela era uma das sócias de uma empresa utilizada por Funaro. "Assinei até cheques passando pela assinatura da Elisabeth. Pode fazer uma perícia, não bate. E o Lúcio disse que não tinha problema nenhum", disse o delator. #Governo #Corrupção