O empresário Alexandre Margotto deu declarações para a Justiça Federal de Brasília, sobre o esquema de #Corrupção da Caixa Econômica Federal. Por incrível que pareça, ele contou que #Eduardo Cunha também foi roubado na divisão de propinas, pelo seu operador e amigo Lúcio Bolonha Funaro. De acordo com a delação de Margotto, Funaro sabia muitas coisas sobre a vida de Cunha e por isso valia correr o risco de enganá-lo.

O ex-deputado recebia a maior parte da propina, segundo informações do ex-dirigente da Caixa Fábio Cleto, e por isso Funaro acreditava que Cunha nem sentiria muito ao ser roubado. Segundo Margotto, se você imaginar numa operação de R$ 1 bilhão, 1% seriam R$ 10 milhões e Cunha receberia R$ 8 milhões, ou seja, valia a pena enganar o ex-presidente da Câmara dos Deputados.

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Tem operações que o ex-deputado nem ficou sabendo que existiu ou apenas ignorou.

O delator não soube dizer se Cunha sabia que era "passado para trás" ou se desconfiava de alguma coisa. "Não sei se ele sabia ou desconfiava, mas que consentia, isso eu tenho certeza, pois Funaro sabia muito sobre ele", disse Margotto.

Falsificação

O delator também contou detalhes sobre sua vida pessoal. Ele disse que sua ex-namorada foi usada por Funaro no esquema de propinas e confessou ter assinado cheques, falsificando a assinatura de sua mãe, pois ela era sócia de uma das empresas de Funaro.

"O doleiro dizia para mim ficar sossegado que ninguém descobria isso", disse o delator.

A defesa de Funaro comentou que já teve acesso às declarações do empresário, mas ainda não analisou. A advogada Vera Carla Silveira, apenas afirmou que não se pode levar muito em consideração as acusações de Margotto contra seu cliente, pois os dois são inimigos assumidos.

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Processo contra Cunha

Está na fase final o processo contra o ex-deputado. Nesta terça-feira (21), foi realizada a última audiência antes de dar a sentença final. Agora serão feitas as alegações finais do Ministério Público Federal, da Petrobrás, que é assistente de acusação e da defesa de do ex-presidente da Câmara.

O juiz Sérgio Moro poderá condenar ou absolver Cunha no começo de abril. #roubo