A Polícia Federal do Brasil acusou os ex-presidentes #Lula e #Dilma Rousseff de obstrução à Justiça. A polícia também acusou seu ex-ministro e ex-chefe de gabinete Aloizio Mercadante. Todos os três políticos pertencem ao Partido dos Trabalhadores de esquerda. A Polícia Federal submeteu o relatório de 47 páginas à Suprema Corte de Justiça e ao superintendente da Operação Lava Jato, Edson Fachin.

O relatório referia-se à nomeação de Rousseff e de Lula em março do ano passado como um "obstáculo ao avanço da Operação Lava Jato". Com a nomeação, Lula teria realizado um escritório com foro privilegiado. Foro privilegiado é um estatuto jurídico específico que muitas vezes prolonga o julgamento para a próxima "impunidade" do réu.

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Quanto a Aloizio Mercadante, a polícia encontrou uma gravação entre o ex-ministro e Eduardo Marzagão, então chefe de gabinete do ex-senador do Partido Trabalhista, Delcídio Amaral. Mercadante supostamente tentou impedir o acordo do ex-senador.

O próprio Marzagão gravou as conversas, enquanto Amaral foi preso em novembro de 2015 por tentar comprar o silêncio da Petrobras. Amaral, é claro, era o líder político de Dilma no Senado. Além disso, a polícia sugeriu que os ex-presidentes e ex-ministro deveriam receber julgamentos criminais. Novamente, isso é porque nenhum deles atualmente ocupam cargos públicos. Como resultado, a liderança do Partido Trabalhista enfrentaria um julgamento do juiz federal Sérgio Moro, conhecido por sua voracidade em bloquear a corrupta elite política do Brasil.

Também esta semana, o juiz Celso de Mello deu o visto para o ministro Moreira Franco assumir o cargo de secretário de Estado de Temer.

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O próprio Moreira Franco enfrenta acusações de corrupção no pleito da Odebrecht. O político vai agora, com a nomeação de Temer e a última aprovação da Justiça, manter foro privilegiado.

A história deve soar bastante familiar. É claro que, como sabemos, a nomeação de Lula não recebeu aprovação judicial. Quando a então presidente Dilma Rousseff nomeou seu mentor em março passado, o juiz Gilmar Mendes impediu que isto acontecesse.