A defesa do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi condenado por envolvimento no Mensalão, apresentou pedido para entrar em regime semiaberto. Pizzolato esta detido no complexo da Papuda. Ele pode passar a cumprir a prisão em regime semiaberto se o pedido for aceito. O pedido aguarda uma decisão na Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal.

Ainda nesta semana, Pizzolato foi removido para uma solitária após haver uma denúncia de que ele e mais dez presos, incluindo o ex-senador Luiz Estavão, tiveram benefícios e regalias no presidio. Foi relatado que tinham alimentos “de luxo”, como chocolate e massas importadas, e mais do que os R$ 50 que são permitidos em dinheiro vivo na cela.

Publicidade
Publicidade

A Secretaria de Segurança não informou o montante achado na cela.

No regime fechado, o ex-diretor do Banco do Brasil pode ter atividades fora do presidio, mas somente em serviços ou obras públicas. Já no semiaberto, poderá trabalhar fora do presidio durante o dia e obrigado a retornar a prisão para dormir.

Ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Pizzolato chegou a fugir do Brasil em novembro de 2013 para não ser detido. Na fuga, usou documento do irmão, que já é falecido, mas foi pego e detido em Maranello, na Itália, em fevereiro de 2014 – Henrique Pizzolato tem cidadania Italiana. Sua extradição aconteceu em setembro de 2015.

Parcelamento de multa negado

Os advogados do ex-diretor do Banco do Brasil entraram com um pedido de parcelamento da multa de R$2,43 milhões, que foi estipulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), quando teve sua condenação.

Publicidade

O ex-banqueiro pediu o pagamento de 10% das receitas de sua aposentadoria, que é de R$13,5 mil.

O juiz Valter Araújo negou a proposta de Pizzolato, em 28 de dezembro de 2016.

“Nessas condições, o sentenciado levaria pouco mais de 153 anos para concluir o pagamento, o que demonstra, por si, o quão e absurdo seria o acolhimento da pretensão”. #Lava-Jato #Política #PT