O ex-diretor da #Petrobras, Paulo Roberto Costa, fez um pedido para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação Lava Jato. Paulo Roberto, que foi o primeiro a fazer a delação premiada, alegou que não tem mais dinheiro para cobrir suas despesas, impossibilitando de comparecer ao depoimento com Moro.

Dia 9 de março foi a data estabelecida para Paulo Roberto depor como testemunha de acusação contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O Ministério Público Federal (MPF) relacionou o ex-diretor no caso de #Corrupção e lavagem de dinheiro entre Cabral, Adriana Ancelmo e mais outras cinco pessoas envolvidas em obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), pertencente a Petrobrás.

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O esquema de Cabral envolveu propinas no valor de R$ 2,7 milhões da empreiteira Andrade Gutierrez.

Como Paulo Roberto não tem dinheiro para bancar uma viagem do Rio até Curitiba, seus advogados de defesa pediram para que tudo seja feito em videoconferência, como vem acontecendo com várias testemunhas da operação Lava Jato. Na carta encaminhada a Moro, é enfatizado que devido as contas bancárias do ex-diretor estarem bloqueadas por determinação da Lava Jato, ele e sua família estariam passando por uma grave situação econômica, não conseguindo arcar com as despesas.

Milhões devolvidos

O ex-diretor denunciou cerca de 28 políticos que teriam se beneficiado ilegalmente de contratos da Petrobras. Com o acordo de delação premiada, Paulo Roberto está cumprindo sua pena em casa. Na avaliação dos processos, Paulo Roberto teve que pagar uma multa avaliada em R$ 5 milhões e devolver cerca de US$ 25,8 milhões que tinha em contas bancárias na Suíça.

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O ex-executivo também tinha ganhado de presente uma Range Rover do doleiro Alberto Yousseff, teve que devolvê-la, o carro estava avaliado em R$ 300 mil.

Outros pertences de Paulo Roberto também foram devolvidos como uma forma de "aliviar" os danos de atividades criminosas que cometeu, entre as devoluções, estão uma lancha, um terreno e dinheiro que estava em sua residência. #Crime