A #Polícia Federal enviou na tarde desta segunda (20) um relatório ao Supremo Tribunal Federal no qual acusa Dilma Rousseff, Lula e o ex-ministro Aloizio Mercadante de tentativa de obstrução das investigações da Lava Jato. A notícia já repercute pelos veículos de comunicação e foi confirmada pela Globo e pelo Estadão.

O inquérito que detalha a investigação sobre a ação dos petistas foi enviado pelo delegado Marlon Oliveira Cajado, da PF, ao atual relator da Operação #Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin. Além dele, Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, também teve acesso ao documento que sugere que tanto #Lula, quanto Dilma e Mercadante, sejam denunciados por obstrução à Justiça.

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A PF também pede que Mercadante seja denunciado criminalmente por tráfico de influência. Caso o pedido seja aceito, os três devem responder à primeira instância, já que não possuem foro privilegiado.

O que diz o relatório

A Polícia Federal considerou que o conjunto probatório é suficiente para afirmar que os três cometeram crimes de obstrução à justiça, mas não os indiciou de maneira formal. Segundo o inquérito, a indicação de Lula como ministro da Casa Civil feita por Dilma em 2016, suspensa posteriormente pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes, provocou um embaraço em relação aos avanços da Lava Jato.

No caso de Mercadante, o relatório aborda a gravação feita à época por Eduardo Marzagão, assessor do senador Delcídio do Amaral (que acabou cassado), em que o ex-ministro oferece ajuda a Delcídio em troca do seu silêncio, tentando evitar que o senador finalizasse uma delação premiada.

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Desta forma, Mercadante teria atuado de forma consciente para tentar impedir quaisquer avanços da Lava Jato.

O que dizem os acusados

A defesa do ex-presidente Lula contesta a Polícia Federal e afirma que a conclusão não possui fundamento jurídico, dizendo ainda que há uma perseguição ao ex-mandatário. Enquanto isso, Alberto Toron, advogado da ex-presidente Dilma, disse que o documento expressa apenas a opinião do delegado sobre os fatos investigados e nega que a sua cliente tenha cometido qualquer crime a ela conferido. Já a defesa de Aloizio Mercadante, representada pelo advogado Pierpaolo Bottini, afirma que ele recebeu a notícia com surpresa e negou qualquer tipo de envolvimento com ações que tentaram impedir as investigações da Lava Jato.