Os processos que envolvem os escândalos bilionários de #Corrupção, através de distribuição de propinas oriundas dos cofres públicos da Petrobras, encontram-se sob as investigações da Operação Lava-Jato, que é comandada em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A eficiência das apurações da força-tarefa e a celeridade, comparada à leniência dos processos de investigação de envolvidos com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF), demonstram uma "disparidade" por parte da percepção da sociedade, que em sua maioria, reconhece, de modo positivo, o trabalho desempenhado na Justiça Federal do Paraná.

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Entretanto, nem sempre o convívio entre as esferas do Poder Judiciário é harmônico. Recentemente, um ministro da mais alta Corte do país, Gilmar Mendes, pertencente à Segunda Turma do #STF, que analisa os processos da Lava-Jato, atribuiu críticas ao trabalho do juiz Sérgio Moro, em primeira instância. Segundo Mendes, "a Suprema Corte deve se posicionar sobre as prisões alongadas que são determinadas, a partir de Curitiba", em alusão aos processos da Lava-Jato, sob a condução de Moro. A Lava-Jato é a maior operação de combate à corrupção em curso, atualmente, no Brasil e foi responsável pela prisão de políticos, empresários e doleiros, no mega esquema de corrupção que "sangrou" os cofres da maior estatal brasileira; a Petrobras.

'Indireta' de Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro acabou dando uma resposta à altura e de forma "indireta" ao ministro do Supremo Gilmar Mendes, nesta sexta-feira(10), em referência às críticas sobre as prisões de condenados na Lava-Jato.

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De acordo com Moro, a utilização das prisões, sem tempo para término das investigações, deve ser defendida. O magistrado paranaense ressaltou que "se a firmeza de toda a dimensão dos crimes descobertos não vier do Judiciário, que possui o dever de zelar pelo respeito às leis, não virá de nenhum outro lugar", enfatizou o juiz federal.

Sérgio Moro foi ainda mais incisivo, ao afirmar que "apesar da crítica genérica a respeito do excesso das prisões preventivas, atualmente, há cerca de sete acusados detidos de modo preventivo, sem que tenha havido a prolação de sentença na ação penal", disse Moro, em uma crítica à atuação do Supremo, que costuma ser leniente nos julgamentos da Corte, em relação aos processos da Lava-Jato. #Lava Jato