O empresário Emílio, pai de Marcelo #Odebrecht, terá que prestar depoimento para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da operação Lava Jato. Quem colocou Emílio nessa situação foi o próprio filho Marcelo, acusado de ter realizado grandes crimes de corrupção envolvendo valores milionários e partidos políticos.

Preso há um ano e meio e com uma pena estipulada para 19 anos de cadeia, Marcelo Odebrecht irá responder a uma acusação juntamente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu. O Ministério Público Federal (MPF) aponta que um apartamento adquirido em São Bernardo do Campo, São Paulo, foi conseguido através da empreiteira Odebrecht.

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Lula e Marcelo são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de bens, a Odebrecht teria concedido o apartamento em benefício do ex-presidente Lula.

O pai de Marcelo participará de um depoimento e falará para Sérgio Moro como testemunha de defesa de seu filho. Marcelo colocou seu pai como testemunha e afirmou que a oitiva de todas as pessoas que escolheu é indispensável para poder realizar sua defesa.

Caso estranho, briga de família

Após o Supremo Tribunal Federal (#STF) homologar o pedido de #Delação premiada de executivos e ex-executivos da empresa Odebrecht, Marcelo colocou seu pai no "fogo". E é estranho o fato de Marcelo tentar comprometer seu próprio pai.

Segundo informações de cinco pessoas que estão ligadas com a Odebrecht e com a operação Lava Jato, o envolvimento de Emílio com o processo do ex-presidente Lula é indicado pelo fato de Marcelo já ter disparado que não tinha boas relações com o ex-presidente, colocando seu pai para fazer os acordos.

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Marcelo e Emílio também teriam se desentendido no desenvolvimento das investigações da Lava Jato.

O fato de Emílio concordar em fazer delação premiada, fez com que ele e Marcelo discordassem, a princípio Marcelo não gostaria de fazer delações, mas seu pai fez de tudo para que o acordo de delação premiada realmente acontecesse, agora é seu pai que estará de frente com o juiz Sérgio Moro.