O que há algum tempo era tratado como uma probabilidade remota, hoje é visto como um alto risco para o governo federal. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), julga as contas da campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, de 2014. Caso sejam condenados, ambos ficam inelegíveis por oito anos.

Até setembro do ano passado, se falava em dividir a chapa Dilma-Temer, uma vez que vice e candidato possuem funções e ações distintas em uma campanha. Entretanto, Gilmar Mendes, que é a favor da divisão, já orientou em algumas entrevistas, que alguns colegas preferem votar em conjunto e no caso de condenação, ambos serão punidos.

Segundo uma reportagem da revista Veja, o processo de cassação da chapa PT-PMDB, já conta com mais de 1500 páginas que comprovam o uso de dinheiro ‘sujo’ na campanha política.

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A cassação seria apenas uma questão de tempo.

O que muita gente não sabe, é que no caso da queda de Temer, não haverá #Eleições diretas. A própria Constituição Federal determina que a linha sucessória deve assumir o cargo e no caso de eleição, esta será interna, ou seja, o #Congresso Nacional irá eleger o novo presidente da República, que terá o cargo garantido apenas até o fim do próximo ano, pois seu mandato é uma continuidade do anterior, não atrapalhando as eleições de 2018.

Logo, se #Michel Temer for cassado hoje, quem assume é Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados. Na linha sucessória está o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia. A Carta Magna determina que se o presidente e vice forem destituídos do cargo ou renunciarem nos dois últimos anos do mandato, não há eleições diretas, logo, se a cassação tivesse ocorrido até o ano passado, haveria eleições, a partir de agora, não.

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Segundo a coluna Radar On-Line, da Veja, Temer teria dito para aliados que não acredita no julgamento do processo de cassação, ainda esse ano, pois existe uma infinidade de recursos que podem ser apresentados, podendo adiar ao máximo uma decisão.

Manifestações não mudam as leis!

Alguns pequenos grupos de revolucionários, tanto de ideologias de esquerda, quanto de direita, cogitam, pela internet, fazer manifestações pedindo eleições diretas, entretanto, o que muita gente também não sabe é que manifestações não possuem poder sobre a política nacional.

Quando Dilma Rousseff sofreu o impeachment, não foi por conta de manifestações, mas sim porque ela não tinha aliados suficientes no Congresso Nacional e a oposição, liderada pelo PSDB, partido que perdeu as eleições presidenciáveis em 2014, decidiu dar início a um processo político.

Dilma cometeu um crime de responsabilidade, e foi devidamente punida por isso, entretanto, outros presidentes já cometeram o mesmo crime, bem como governadores, e ainda assim, nenhum deles sofreu um processo de impeachment.

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Vale ressaltar que Collor não sofreu impeachment, pois renunciou antes de ser condenado.

Portanto, manifestar-se, pacificamente, contra uma eventual eleição indireta, é um direito de todo cidadão, entretanto, isso não mudará em nada uma previsão da Lei Máxima do Estado, ainda que algum pré-candidato de 2018 tente usar tais manifestações para elevar sua popularidade entre pequenos grupos de militantes.