Nessa quarta-feira, 1, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), indicou três nomes para o cargo de ministro do #STF, incluindo Sérgio Moro. O documento foi encaminhado para o presidente da República, Michel Temer, que analisará todas as indicações recebidas.

Se, eventualmente, Sérgio Moro for o escolhido, o juiz subiria um degrau cobiçado por todo magistrado durante a carreira, mas perderia o direito de continuar à frente dos processos da #Lava Jato, uma vez que não é possível manter os dois cargos ao mesmo tempo. Com isso, um novo juiz seria nomeado para ocupar o lugar de Moro e prosseguir com os processos em andamento.

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Além disso, é importante destacar que ser nomeado ministro do STF, não significa ser o relator da Lava Jato, uma vez que este será escolhido pelo Supremo.

Michel Temer, que deveria indicar o novo relator, se absteve dessa função e pediu que os ministros escolham quem ficará no lugar de Teori Zavascki. A indicação de Sérgio Moro é para ministro da Corte, uma vez que a vaga de Teori deixou uma lacuna no número exigido de ministros do STF.

Impasse sobre o novo relator da Lava Jato

O juiz suplente de Teori, Marcio Schiefler Fontes, pediu para deixar a relatoria da Lava Jato e seu pedido foi acatado pela presidente da Corte, Cármen Lúcia. Na semana passada, o ministro Gilmar Mendes foi direto ao informar que ninguém deseja assumir a relatoria da Lava Jato, devido aos ‘tumultos’ que a operação acarreta para a vida de todos.

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Nessa quinta-feira, 2, os ministros devem se reunir para decidir quem será o novo relator, que será escolhido através de um sorteio eletrônico. Fachin, se for autorizado por Carmén Lúcia a trocar de turma, poderá participar do sorteio.

As homologações que levaram Teori Zavascki a viajar em suas férias para agilizá-las, foram todas homologadas por Cármen Lúcia, que já enviou os 77 depoimentos para a Procuradoria-Geral da República. Tanto Cármen, quanto o procurador-geral, Rodrigo Janot, optaram em manter as delações em total sigilo de justiça, devido ao impacto que as mesmas podem acarretar para a política nacional e para as investigações que surgirão com as mesmas.

Até o momento, existe uma lista com 52 nomes de políticos citados nos depoimentos, entretanto, citar não significa que o delatado tenha cometido um crime. Nas delações, os depoentes devem contar, com riqueza de detalhes, tudo o que for importante para as investigações, logo, alguns políticos podem ter sido citados de maneira genérica e não como autores de algum ato tipificado como criminal. De qualquer maneira, a verdade sobre as delações continuará em segredo até que as investigações terminem. #Sergio Moro