Na noite de sábado, 25, foi encontrado o corpo do secretário uruguaio, Carlos Diaz, boiando na piscina de sua casa. Até o momento, a polícia uruguaia não quis comentar o caso e fará os devidos exames para saber se o político foi assassinado ou se sofreu um mal súbito.

Autor de um importante projeto no Uruguai para combater a lavagem de dinheiro, Carlos se tornou um elo estrangeiro para as investigações da #Lava Jato, operação da polícia federal brasileira. Carlos era apontado como uma peça chave nas investigações que ligam o Uruguai e o Brasil.

A Justiça do Uruguai olha com certa atenção para a morte de Carlos, pois ele manifestou interesse em criar uma força-tarefa, similar à que existe no Brasil, para investigar os corruptos do seu país.

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Diaz também cedeu instalações e inúmeros documentos para a #Polícia Federal brasileira fazer as investigações necessárias.

O MPF ou a polícia federal, ainda não emitiram uma nota oficial para falar do óbito do aliado no exterior.

Investigações da Lava Jato mexem com governantes de países vizinhos

Recentemente, dois jornalistas brasileiros, bem como um apresentador venezuelano e uma ativista de uma ONG de direitos humanos, foram presos na Venezuela, ao investigarem as irregularidades envolvendo a construção de uma ponte, que deveria ter sido concluída pela Odebrecht.

Segundo delação de Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, a Venezuela foi o país que mais recebeu dinheiro, depois do Brasil, entre 2006 e 2015, sendo cerca de R$98 milhões em repasses. O presidente Nicolás Maduro não aceitou ser investigado e os jornalistas foram liberados apenas para voltarem para o Brasil, sendo escoltamos todo o tempo, até mesmo, quando iam ao banheiro, segundo declaração de um deles.

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O material da reportagem que haviam feito para a TV Record, foi apreendido.

A polícia federal possui acordos com vários países para investigar políticos e executivos corruptos do Brasil, bem como apurar o elo de lavagem de dinheiro entre pessoas do Brasil e do exterior. A operação já culminou com a prisão de dezenas de pessoas, incluindo nomes conhecidos, como Antonio Palocci e José Dirceu. Outros políticos conhecidos em todo o país são réus, investigados ou foram citados por delatores em crimes ligados a lavagem de dinheiro e corrupção, como o ex-presidente Lula e os senadores Renan Calheiros e Aécio Neves. #Casos de polícia